Inflamação cardiovascular afeta 2 em 5 pacientes com doenças do coração
Estudo global destaca risco persistente mesmo com tratamento padrão
Inflamação cardiovascular: um risco silencioso e prevalente
Um estudo global chamado POSEIDON, conduzido pela Novo Nordisk, revelou que 2 em cada 5 pessoas com doenças cardiovasculares apresentam inflamação no coração, mesmo quando recebem tratamento padrão para controlar fatores como colesterol e pressão arterial. Essa inflamação é um fator de risco independente para eventos graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
O estudo envolveu 18.904 pacientes em 18 países, incluindo Europa, América do Norte, América do Sul e Ásia-Pacífico, entre 2023 e 2025. Na América Latina, a prevalência é ainda maior, com metade dos pacientes com doenças cardiovasculares apresentando inflamação cardiovascular ativa, medida por níveis de proteína C-reativa ultrassensível (PCR-us) iguais ou superiores a 2 mg/L.
Importância do exame PCR ultrassensível
O PCR ultrassensível é um exame de sangue amplamente disponível nas redes públicas e privadas que detecta a proteína C-reativa, um marcador de inflamação no organismo. Apesar de sua disponibilidade, o exame ainda não é rotina no acompanhamento de pacientes com doenças cardíacas, o que pode deixar passar essa ameaça silenciosa.
Especialistas ressaltam que controlar apenas o colesterol e a pressão arterial não elimina todos os riscos cardiovasculares, pois a inflamação pode continuar ativa e aumentar as chances de eventos adversos. Por isso, é fundamental que pacientes com histórico cardiovascular discutam com seus médicos a possibilidade de realizar o exame PCR-us para monitorar esse indicador.
Relação com outras condições e perspectivas futuras
A inflamação cardiovascular também está associada à insuficiência cardíaca e à doença renal crônica, condições que podem se agravar se não forem adequadamente acompanhadas. O estudo POSEIDON evidencia uma lacuna significativa no cuidado cardiovascular atual, indicando a necessidade de abordagens mais completas e personalizadas.
Segundo Filip Knop, vice-presidente sênior e diretor médico da Novo Nordisk, compreender o risco inflamatório é essencial para o desenvolvimento de novas terapias que atendam a essa necessidade médica ainda não satisfeita. A professora Carolyn S.P. Lam, do National Heart Centre Singapore, destaca que a inflamação é um fator compartilhado de risco que afeta milhões de pacientes globalmente e reforça o potencial das terapias anti-inflamatórias emergentes.
Conclusão
A inflamação cardiovascular é um risco oculto que merece atenção especial. Pacientes com doenças do coração devem considerar a realização do exame PCR ultrassensível para monitorar esse fator e buscar um cuidado mais abrangente. A informação e o acompanhamento adequado são passos fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



