Novo exame revela como cada mulher reage à reposição hormonal

Teste combina genética e metabolômica para personalizar tratamentos hormonais e entender sintomas da menopausa e infertilidade

Se você já se perguntou por que a reposição hormonal funciona de forma diferente para cada mulher, um novo exame pode trazer respostas mais precisas. A Bioma Genetics lançou o Painel Multiômico Hormonal, que combina genética e análise bioquímica para entender como o corpo feminino processa e reage aos hormônios. Essa inovação é importante porque a reposição hormonal, usada para aliviar sintomas da menopausa, tratar infertilidade ou equilibrar desequilíbrios hormonais, ainda gera dúvidas e debates na medicina. Muitas vezes, exames tradicionais não explicam por que algumas mulheres têm efeitos colaterais mesmo com doses baixas, enquanto outras não respondem ao tratamento.

O Painel Multiômico Hormonal une duas análises complementares. A primeira é genética, realizada a partir do DNA coletado do sangue ou swab, que identifica variantes ligadas à fisiologia hormonal feminina, mostrando a predisposição do organismo para lidar com os hormônios. A segunda é a metabolômica hormonal, que analisa a urina para medir como o corpo está processando os hormônios naquele momento. Essa análise revela uma “fotografia funcional” do metabolismo hormonal, indicando se o organismo está eliminando, transformando ou acumulando hormônios de forma diferente do esperado.

Com a integração dessas análises, é possível entender se a predisposição genética está se manifestando metabolicamente, identificar compensações fisiológicas ou discrepâncias entre o que o DNA indica e o que o organismo apresenta. Isso permite que médicos interpretem melhor sintomas, efeitos colaterais e respostas ao tratamento.

A reposição hormonal feminina é um tema delicado. Durante décadas, a terapia passou por altos e baixos na medicina, com preocupações sobre riscos e benefícios. Um estudo recente com quase 900 mil mulheres, publicado no British Medical Journal, mostrou que, quando indicada corretamente, a reposição não aumenta o risco de problemas graves de saúde. Ainda assim, a decisão de usar hormônios deve ser personalizada. O novo exame pode ajudar a planejar melhor o tratamento, escolhendo a dose, a via de administração e o monitoramento mais adequados para cada mulher. Isso pode reduzir riscos e aumentar a eficácia, especialmente para quem enfrenta sintomas intensos da menopausa, dominância estrogênica ou dificuldades para engravidar. Além disso, o teste pode ser útil em casos complexos, como a síndrome dos ovários policísticos, onde o equilíbrio hormonal é ainda mais delicado.

Segundo Rafael Malagoli, CEO da Bioma Genetics, a prática médica ainda depende muito de avaliações fragmentadas, baseadas em sintomas e exames isolados. O Painel Multiômico Hormonal foi desenvolvido para ampliar a compreensão desses casos, ajudando a entender por que a paciente reage de determinada maneira e onde pode estar o risco oculto. Essa visão integrada pode transformar a forma como as mulheres vivem a transição hormonal, trazendo mais segurança e confiança para quem precisa da terapia. Afinal, cada corpo é único e merece um cuidado que respeite essa individualidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 62 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar