Esporotricose em gatos: amor supera medo e tratamento avança
Doença fúngica que cresce em São Paulo desafia donos, mas nova tecnologia acelera cura e reduz custos
O amor por um gato pode ser testado de formas inesperadas. Em São Paulo, a esporotricose — doença fúngica que cresce rapidamente entre felinos — desafia donos e cuidadores a enfrentarem não só o cuidado, mas também o medo da contaminação e o preconceito social.
Causada por fungos do gênero Sporothrix, a esporotricose é uma emergência de saúde pública no estado. Os gatos são as principais vítimas e também os transmissores para humanos. A doença provoca lesões cutâneas que começam como pequenos nódulos e podem evoluir para feridas abertas, difíceis de cicatrizar e que se espalham pelo corpo. O tratamento tradicional é longo, caro e nem sempre eficaz.
Em 2025, São Paulo registrou mais de 12 mil casos em gatos e mais de 7 mil em humanos — os maiores números já registrados. Por trás dessas estatísticas, histórias reais revelam a força do vínculo entre humanos e seus bichanos, mesmo diante da dor e do medo.
Thay Ribeiro, pet sitter na capital paulista, viveu essa experiência. Ela cuidava de uma gatinha resgatada, infectada pela esporotricose, quando foi mordida e contraiu a doença. “Fiquei meses em tratamento, tive sequelas, mas consegui me curar. Infelizmente, a gatinha não resistiu”, relata.
Outro exemplo é Nelson Castanheira Júnior, que decidiu cuidar dos gatos doentes que viviam perto de sua casa na Granja Viana. Apesar do preconceito de vizinhos, ele tratou mais de 15 felinos, arcando com os altos custos do tratamento, que pode chegar a cerca de 300 reais por mês por animal e durar até seis meses. “Muitos desistem por falta de recursos, e os animais acabam morrendo”, lamenta.
Mas há esperança. Uma tecnologia nacional, o SPORO PULSE, desenvolvida pela startup brasileira Akko Health Devices sob liderança do professor Carlos Brunner, está revolucionando o tratamento da esporotricose. O aparelho usa eletroporação — pulsos elétricos que destroem o fungo sem prejudicar o tecido saudável do animal.
Testado em clínicas e universidades, o SPORO PULSE já mostrou resultados expressivos: cicatrização acelerada, melhora significativa em poucas sessões e redução drástica do tempo de tratamento. Nelson, que usou o equipamento para salvar um gato chamado Gatão, conta: “Foram duas sessões e o resultado foi incrível. Ele ficou curado.”
Essa inovação diminui o sofrimento dos gatos e reduz custo e complexidade do tratamento, especialmente em casos resistentes aos antifúngicos tradicionais.
O professor Carlos Brunner, com mais de 18 anos de experiência em eletroporação, explica que a técnica atua na estrutura celular do fungo, causando sua morte sem afetar o animal. Ele acredita que essa tecnologia pode transformar o cuidado veterinário e ajudar a controlar essa epidemia crescente.
Para quem ama gatos, entender a esporotricose e acompanhar essas novidades é fundamental. Cuidado, informação e ciência caminham juntos para que o amor supere o medo e a doença.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



