Como a fertilização in vitro pública mudou a vida das mulheres no Brasil
Conheça a trajetória do médico que liderou o primeiro caso de FIV em hospital público e criou um modelo inovador para ampliar o acesso à reprodução assistida.
A fertilização in vitro (FIV) deixou de ser um tratamento exclusivo da medicina privada para se tornar uma opção acessível no sistema público brasileiro graças ao trabalho pioneiro do Dr. Joji Ueno. Em 1991, ele liderou o primeiro caso bem-sucedido de FIV em um hospital público do país, no Hospital das Clínicas da USP, abrindo caminho para que muitas mulheres pudessem sonhar com a maternidade mesmo diante de dificuldades.
A trajetória de Ueno começou na década de 1980, quando, como residente em ginecologia e obstetrícia, acompanhou o nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil. Para ele, aquele momento não foi apenas um avanço médico, mas uma virada pessoal. Fascinado pela possibilidade de transformar vidas por meio da fertilidade, decidiu se especializar em reprodução assistida.
Um dos maiores desafios que identificou foi a fragmentação entre a formação médica, a prática clínica e o trabalho laboratorial, especialmente no Brasil, onde o conhecimento prático em laboratório era escasso. Para superar essa barreira, Ueno viajou aos Estados Unidos no final dos anos 1980 para se aperfeiçoar em técnicas de FIV, estudando em centros pioneiros como a Eastern Virginia Medical School, onde ocorreu o nascimento do primeiro bebê de FIV nos EUA.
De volta ao Brasil, ele aplicou esse conhecimento para liderar o primeiro procedimento público de FIV, um marco que representou a democratização do acesso a tratamentos de fertilidade.
Quatro décadas depois, Ueno fundou o Grupo Gera, um ecossistema que reúne formação médica, atendimento clínico, laboratório e projetos sociais para ampliar o acesso à reprodução assistida. O Grupo Gera é dividido em quatro frentes: o Instituto Gera, que forma médicos e embriologistas; o Projeto Girassol, que oferece tratamentos supervisionados para ampliar o acesso; a Clínica Gera, que atende casos complexos; e o LabFIV, que oferece suporte laboratorial com tecnologia adequada. Essa integração garante que o processo seja contínuo e eficiente, beneficiando tanto profissionais quanto pacientes.
Além da inovação técnica, o trabalho de Ueno reflete uma preocupação social importante: a fertilidade ainda é tratada como um privilégio no Brasil. Ele busca mudar essa realidade, oferecendo tratamentos de qualidade para mais pessoas, independentemente de sua condição financeira ou ponto de partida na jornada da maternidade.
Para as mulheres que enfrentam a maternidade tardia, o congelamento de óvulos ou que vivem novas configurações familiares, a experiência de Ueno traz uma visão atualizada e humana sobre os desafios e possibilidades da reprodução assistida. Seu trabalho mostra que, com conhecimento e estrutura adequados, é possível transformar o sonho da maternidade em realidade para muitas mulheres.
Seja para quem está começando a pensar em planejamento reprodutivo ou para quem já enfrenta dificuldades, entender essa história é um convite para refletir sobre o futuro da fertilidade no Brasil e o papel da medicina em apoiar escolhas conscientes e acessíveis.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



