Radioterapia no câncer de pele: quando e por que é indicada

Entenda como a radioterapia complementa o tratamento do carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, e quando ela é a melhor opção.

O câncer de pele é o tipo mais comum de tumor maligno no Brasil, e o carcinoma basocelular é sua forma mais frequente. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sessões de radioterapia após cirurgia para retirada desse tipo de tumor no couro cabeludo, trazendo à tona um tema que interessa a muitas mulheres: quando a radioterapia é indicada no tratamento do câncer de pele?

Diferente do melanoma, que é mais agressivo e pode se espalhar para outras partes do corpo, o carcinoma basocelular tende a crescer localmente, mas pode causar danos importantes se não tratado a tempo. Ele pode infiltrar tecidos profundos, causando ulcerações, dor e comprometimento estético, especialmente em áreas delicadas como o rosto e o couro cabeludo.

Por que a radioterapia é importante?
A radioterapia pode ser usada de duas formas principais: como tratamento complementar após a cirurgia ou como alternativa quando a cirurgia não é possível. Em casos como o do presidente, ela ajuda a eliminar células tumorais remanescentes, reduzindo o risco de o câncer voltar. Para pacientes que não podem passar por cirurgia — seja por questões de saúde, localização do tumor ou risco estético — a radioterapia pode ser o tratamento principal.

Especialistas destacam que a radioterapia é especialmente recomendada quando o tumor está em regiões delicadas da face, onde a cirurgia poderia causar deformidades, ou quando há risco de comprometimento funcional. Além disso, em tumores mais profundos que atingem ossos ou nervos, a radioterapia aumenta as chances de controle da doença.

Técnicas modernas que fazem a diferença
Hoje, a radioterapia conta com tecnologias avançadas que permitem tratar o câncer de pele com alta precisão, poupando os tecidos saudáveis ao redor. Entre as técnicas estão:
– Radioterapia com Modulação de Intensidade do Feixe (IMRT): entrega radiação focada no tumor, protegendo áreas próximas.
– Radioterapia Estereotáxica Corporal (SBRT): aplica doses altas em poucas sessões, ideal para metástases.
– Radioterapia Guiada por Imagem (IGRT): usa imagens em tempo real para direcionar o tratamento com exatidão.
– Braquiterapia: radiação aplicada diretamente na lesão, indicada para tumores superficiais.

Essas tecnologias permitem, por exemplo, tratar apenas a pele afetada sem irradiar estruturas profundas como o cérebro, o que representa um avanço importante para a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção e diagnóstico precoce são essenciais
Apesar do crescimento dos casos de câncer de pele no Brasil — estimativas indicam mais de 260 mil novos casos anuais para o triênio 2026-2028 — a doença tem altas chances de cura quando detectada cedo. Por isso, é fundamental ficar atenta a sinais como feridas que não cicatrizam, pintas que mudam de cor ou formato e manchas suspeitas.

Além do diagnóstico precoce, a prevenção continua sendo a melhor estratégia: uso diário de protetor solar, evitar exposição ao sol nos horários de maior intensidade e usar roupas que protejam a pele são medidas simples que fazem toda a diferença.

Para mulheres que se preocupam com a saúde da pele, entender o papel da radioterapia no tratamento do câncer pode ajudar a desmistificar o processo e reforçar a importância do acompanhamento médico regular.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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