Fertilidade e saúde mental: o que a nova NR-1 muda nas empresas
A atualização da NR-1 coloca a infertilidade e o impacto emocional no trabalho em foco, impulsionando benefícios corporativos para o cuidado reprodutivo.
A partir de 26 de maio de 2026, a NR-1 ampliada obriga empresas brasileiras a identificar, avaliar e gerenciar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, colocando a saúde mental no centro da agenda corporativa. Entre esses riscos, um tema ainda pouco discutido, mas que afeta milhões de pessoas, começa a ganhar atenção: a infertilidade e seu impacto emocional na vida profissional.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 6 pessoas enfrenta dificuldades para engravidar. No Brasil, cerca de 8 milhões vivem essa realidade. Para quem enfrenta tratamentos como fertilização in vitro, que pode custar mais de R$ 30 mil por ciclo e não é coberto por planos de saúde corporativos, o desafio é duplo: lidar com o impacto emocional e o peso financeiro, tudo isso enquanto mantém a rotina intensa do trabalho.
Estudos internacionais indicam que mulheres em tratamento de fertilidade apresentam níveis de ansiedade e depressão comparáveis a pacientes com câncer ou doenças cardiovasculares. No entanto, esse sofrimento raramente é expresso no ambiente profissional, onde o colaborador carrega esse peso em silêncio. Isso afeta diretamente a concentração, produtividade e engajamento — justamente os aspectos que a NR-1 agora exige que as empresas monitorem.
A atualização da norma abre uma oportunidade para as organizações repensarem o cuidado com seus colaboradores. Benefícios ligados à fertilidade, antes vistos como complementares, passam a ser estratégicos. Eles não só ajudam a reduzir a ansiedade e o estresse, mas também fortalecem o vínculo entre empresa e colaborador, mostrando apoio em momentos decisivos da vida.
Além de ser um diferencial para atração e retenção de talentos, esses benefícios são importantes para promover diversidade e inclusão. Eles atendem a casais homoafetivos, pessoas que optam pela maternidade ou paternidade solo, e profissionais que decidem preservar a fertilidade por motivos pessoais ou médicos.
No cenário internacional, gigantes como Google, Apple e Microsoft já oferecem suporte em fertilidade há anos. Nos Estados Unidos, 42% das grandes empresas incluem esse tipo de benefício, movimentando um mercado global de US$ 8 bilhões por ano. No Brasil, a tendência começa a crescer, impulsionada pela nova legislação e pela maior atenção à saúde integral dos colaboradores.
Startups como a Nest Fertilidade têm papel fundamental nesse movimento, conectando empresas a clínicas especializadas e estruturando jornadas de cuidado reprodutivo acessíveis. O objetivo é tornar tratamentos como inseminação, congelamento de óvulos e fertilização in vitro mais acessíveis financeiramente, reduzindo uma das principais fontes de estresse silencioso no ambiente corporativo.
Com a NR-1 em vigor, a conversa sobre saúde mental no trabalho ganha uma dimensão mais ampla e humana. Reconhecer o impacto da infertilidade e oferecer suporte concreto é um passo importante para que as empresas cuidem de seus colaboradores de forma verdadeira, respeitando suas escolhas e desafios pessoais.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



