Batata frita causa câncer? O que você precisa saber para comer sem medo
Entenda a relação entre batata frita e câncer, os riscos reais e dicas para preparar esse petisco de forma mais saudável.
Quem não gosta de uma batata frita crocante? Esse petisco é tão querido que até tem um dia especial para ser celebrado: 30 de maio. Mas será que esse prazer pode trazer riscos para a saúde, como o câncer? Essa dúvida é comum e merece uma explicação clara para que você possa aproveitar sem medo.
O principal ponto de atenção não está na batata em si, mas em uma substância chamada acrilamida. Ela surge quando alimentos ricos em amido, como a batata, são fritos ou assados em temperaturas acima de 120ºC, por meio de uma reação química conhecida como Reação de Maillard. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classifica a acrilamida como um provável carcinógeno para humanos (Grupo 2A), indicando que há indícios, mas ainda não provas definitivas em pessoas.
Segundo o chefe de oncologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Raphael Brandão, estudos em animais mostraram que a acrilamida pode danificar o DNA, mas o risco para humanos depende da quantidade e da frequência com que essa substância é consumida ao longo da vida. Ou seja, não é a batata frita ocasional que vai causar problemas, mas o consumo exagerado e constante.
Além da acrilamida, o consumo frequente de batatas fritas, especialmente as ultraprocessadas e as vendidas em fast-foods, pode trazer outros impactos negativos. Elas costumam ser ricas em calorias, sódio e gorduras, que, quando consumidos em excesso, contribuem para o ganho de peso e alterações metabólicas. E o excesso de peso está ligado a um maior risco de vários tipos de câncer, além de outras doenças crônicas, conforme alerta o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A nutricionista Ana Paula Leal da Costa, da mesma rede hospitalar, reforça que nenhum alimento isoladamente causa câncer. O problema está no padrão alimentar desequilibrado e no consumo exagerado. Ela também destaca que o tipo de óleo usado, a reutilização da gordura e o escurecimento excessivo da batata durante o preparo aumentam a formação de compostos prejudiciais.
Dicas para uma batata frita mais saudável
Se você não quer abrir mão desse petisco, algumas atitudes simples podem ajudar a reduzir os riscos e tornar o consumo mais equilibrado:
– Observe a cor: Prefira batatas com coloração amarelo-dourada e evite as partes muito escuras ou queimadas, que concentram mais acrilamida.
– Deixe de molho: Manter as batatas em água por cerca de 30 minutos antes de fritar ajuda a reduzir os açúcares que formam a acrilamida.
– Armazene corretamente: Não guarde batatas cruas na geladeira, pois o frio aumenta os açúcares e, consequentemente, a formação da substância durante a fritura. O ideal é um local fresco, seco e arejado.
– Prefira métodos alternativos: Assar no forno ou usar a Air Fryer são opções que podem diminuir a quantidade de gordura, desde que o tempo e a temperatura sejam controlados para evitar o escurecimento excessivo.
Por fim, a nutricionista lembra que uma porção ocasional de batata frita, preparada com cuidado e inserida em uma alimentação equilibrada, não deve ser motivo de preocupação. O segredo está na moderação e na qualidade geral da dieta. Assim, você pode continuar aproveitando esse petisco tão amado, mas com consciência e cuidado para preservar sua saúde a longo prazo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



