Microplásticos e fertilidade: o que sabemos sobre os riscos
Entenda como microplásticos no ar, água e alimentos podem afetar a saúde reprodutiva e como se proteger
Você já parou para pensar que, mesmo sem perceber, está em contato constante com microplásticos? Essas partículas minúsculas, com menos de 5 mm, estão presentes na água que bebemos, nos alimentos que consumimos e até no ar que respiramos. Estudos recentes levantam preocupações sobre o impacto dessas partículas na fertilidade humana, um tema que interessa especialmente a mulheres que planejam a maternidade.
No Brasil, cerca de 1,3 milhão de toneladas de plástico são despejadas no mar anualmente, segundo a Oceana. O biólogo Anderson Benedetti, da Uninter, explica que as correntes marítimas espalham essas partículas globalmente, contaminando a água e a cadeia alimentar. Além disso, microfibras sintéticas de roupas e pneus ficam suspensas no ar das cidades e são inaladas diariamente.
Uma vez no organismo, essas partículas podem se alojar em órgãos como pulmões, sangue e cérebro. Um estudo da Universidade de Nanjing, na China, encontrou microplásticos em amostras de sêmen humano, associando sua presença à redução da motilidade e qualidade dos espermatozoides.
A nutricionista Cássia Bertocco, também da Uninter, ressalta que ainda não há comprovação direta de que os microplásticos causem infertilidade. Ela alerta, porém, que uma alimentação rica em ultraprocessados pode aumentar a exposição a embalagens plásticas e substâncias químicas, além de ser nutricionalmente pobre, o que pode afetar a saúde reprodutiva.
Para reduzir riscos, o químico Marco Aurélio, professor da Uninter, recomenda evitar três situações: plástico em contato com calor, plástico sofrendo atrito e o uso de descartáveis. Na prática, isso significa trocar potes plásticos por recipientes de vidro, inox ou cerâmica para aquecer alimentos e preferir filtros de água que eliminem impurezas, como os de carvão ativado ou osmose reversa.
Outra dica é repensar as roupas que usamos. Tecidos sintéticos como nylon e poliéster liberam microfibras que acabam no ar e na água. Optar por fibras naturais, como algodão, linho, lã ou viscose, especialmente em peças lavadas com frequência, ajuda a diminuir essa contaminação.
Não é necessário eliminar todo o plástico da rotina — algo praticamente impossível hoje em dia. A nutricionista Cássia reforça que o ideal é fazer escolhas conscientes e reduzir exposições evitáveis, cuidando da saúde de forma equilibrada.
Os microplásticos representam um desafio que envolve meio ambiente e saúde pública. Pequenas mudanças no dia a dia podem ajudar a proteger o corpo, especialmente para quem planeja engravidar ou deseja manter hábitos mais saudáveis.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



