Diabetes e saúde emocional: 70% dos brasileiros sentem impacto além do físico

Estudo revela como o diabetes afeta o bem-estar emocional, sono e rotina diária de 70% das pessoas com a doença no Brasil.

O diabetes vai além dos sintomas físicos e afeta profundamente a saúde emocional e a rotina de quem convive com a doença. No Brasil, onde 16,6 milhões de adultos têm diabetes, um estudo recente do Global Wellness Institute (GWI) em parceria com a Roche Diagnóstica revela que 70% dos pacientes relatam impacto emocional significativo. Entre pessoas com diabetes tipo 1, esse índice sobe para 77%.

A pesquisa mostra que o diabetes não é apenas sobre controlar a glicemia, mas também sobre lidar com ansiedade, medo do futuro e solidão. Quase 8 em cada 10 entrevistados relatam preocupação constante, e 2 em cada 5 sentem-se isolados por causa da doença.

Como o diabetes afeta o dia a dia e o sono
A rotina diária também é afetada: 56% afirmam que a doença limita a capacidade de passar o dia fora de casa, e 46% relatam dificuldades em situações comuns, como enfrentar trânsito ou reuniões longas. O impacto se estende ao descanso, com 55% dizendo que não acordam plenamente descansados, reflexo das variações glicêmicas noturnas.

O endocrinologista Dr. Márcio Krakauer explica que o estresse emocional e noites mal dormidas elevam hormônios como cortisol e adrenalina, que dificultam o controle do diabetes. Segundo ele, a pressão psicológica pode descompensar a doença mesmo com tratamento adequado.

A busca por controle e previsibilidade
Apesar dos avanços no cuidado, apenas 35% dos pacientes se sentem muito confiantes no manejo da doença, evidenciando lacunas no controle e na previsibilidade. A imprevisibilidade dos níveis de glicose gera insegurança e limita a qualidade de vida.

Nesse contexto, a tecnologia surge como uma esperança. Quase metade dos entrevistados (44%) acredita que dispositivos capazes de prever mudanças na glicemia deveriam ser prioridade. Entre os que usam apenas o glicosímetro tradicional, 46% afirmam que alertas preditivos seriam o principal incentivo para adotar sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM).

A capacidade de prever níveis futuros de glicose é a funcionalidade mais desejada por 53% dos pacientes, chegando a 68% entre os que têm diabetes tipo 1. Para esses, ferramentas que antecipem eventos como hipoglicemia ou hiperglicemia são essenciais — 95% consideram isso fundamental para o controle da doença.

Dr. Krakauer reforça que o diabetes tipo 1 exige decisões constantes e antecipação para evitar picos ou quedas glicêmicas. “Ter ferramentas que disponibilizem essas previsões é bastante valioso na rotina de quem vive com esta condição.”

O impacto emocional do diabetes merece atenção
Este estudo destaca que o diabetes não é apenas uma questão médica, mas também emocional e social. Ansiedade, isolamento e limitações na rotina são desafios reais que precisam ser considerados no cuidado integral.

A jornada do diabetes é diária e complexa, mas com informação, suporte e inovação, é possível viver melhor e com mais controle.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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