Como proteger os filhos durante o divórcio: lições do desabafo de Paula Aires
Influenciadora nega reconciliação e destaca a importância de cuidar do bem-estar dos filhos em meio à separação. Especialista explica como preservar a saúde emocional das crianças.
O recente desabafo da influenciadora Paula Aires reacendeu um tema que toca muitas famílias brasileiras: como lidar com o divórcio sem prejudicar o bem-estar dos filhos? Após negar rumores de reconciliação com o cantor sertanejo Matheus Aleixo, com quem foi casada por 14 anos, Paula destacou a complexidade do momento e a necessidade de seguir forte, principalmente pelos filhos do casal.
O fim de uma relação conjugal é sempre delicado, mas quando há crianças envolvidas, o desafio é ainda maior. A advogada especialista em Direito de Família Bruna Fóglia explica que o divórcio encerra o vínculo entre os cônjuges, mas não o laço parental. “A separação não é o fim da estrutura familiar, mas uma reorganização. É como um mosaico: algumas peças mudam de lugar, outras se afastam, mas a imagem continua sendo construída”, diz.
Um dos pontos mais sensíveis é a forma como os pais comunicam a separação às crianças. Especialistas recomendam que essa conversa seja feita em conjunto, com uma linguagem adequada à idade dos filhos, evitando expor os pequenos a conflitos ou culpas. Colocar a criança no meio das disputas pode causar danos emocionais e até configurar alienação parental, uma situação que pode ter consequências jurídicas sérias.
Outro aspecto que gera dúvidas é a guarda dos filhos. A guarda compartilhada é a regra no Brasil, mas ainda é mal compreendida. Ela não significa dividir o tempo dos filhos igualmente entre as casas dos pais, mas sim compartilhar as responsabilidades e decisões importantes sobre a vida das crianças. Na prática, a criança mantém uma residência principal para garantir estabilidade, enquanto ambos os pais participam ativamente do cuidado e das escolhas.
Quando os pais conseguem colocar o bem-estar dos filhos acima das diferenças pessoais, a transição para essa nova configuração familiar tende a ser mais saudável. “O objetivo final é sempre o melhor interesse da criança, seja no campo jurídico ou pessoal”, conclui Bruna Fóglia.
O caso de Paula Aires mostra que, mesmo em meio à exposição pública e às dificuldades, é possível buscar força e equilíbrio para proteger o que mais importa: o desenvolvimento emocional e a felicidade dos filhos. Para muitas mulheres que enfrentam o divórcio, essa é uma lição valiosa e um convite à reflexão sobre como construir novos caminhos sem deixar as crianças desamparadas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



