Como as Doenças Inflamatórias Intestinais Impactam a Vida das Pessoas
Desafios no diagnóstico e tratamento da Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa afetam mais de 300 mil brasileiros
Você já parou para pensar como uma doença invisível pode transformar completamente o seu dia a dia? As Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), que incluem a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, afetam mais de 300 mil brasileiros e trazem desafios que vão além dos sintomas físicos. No mês de maio, dedicado à conscientização dessas doenças, é importante entender como elas impactam a vida das pessoas, especialmente adolescentes e adultos jovens em idade produtiva, e o que a ciência tem avançado para melhorar esse cenário.
O que são as Doenças Inflamatórias Intestinais?
As DIIs são doenças crônicas que causam inflamação no trato intestinal, resultando em sintomas como diarreia crônica, cólicas abdominais, fadiga e, em casos mais graves, internações e cirurgias. Para quem convive com elas, a rotina pode ser marcada por idas frequentes ao banheiro, dores constantes e limitações que afetam o trabalho, os estudos e a vida social.
Desafios no diagnóstico e impacto na vida profissional
Um dos grandes obstáculos é o diagnóstico tardio. Muitas pessoas passam anos sem saber o que têm, convivendo com sintomas que atrapalham suas vidas. Estudos indicam que pacientes com DIIs enfrentam maiores taxas de desemprego, afastamento do trabalho e incapacidade laboral. Cerca de 16,4% apresentam absenteísmo (faltas) e 35,9% presenteísmo (presença no trabalho com rendimento reduzido), comprometendo quase 40% da produtividade. Fora do ambiente profissional, o impacto também é significativo, afetando 46% das atividades diárias.
Histórias que inspiram
A administradora Bruna de Souza, diagnosticada em 2015, lembra como a doença dominava seus dias: “Era muito difícil sair de casa e tinha dias em que eu precisava ir ao banheiro mais de 30 vezes”. Hoje, com acompanhamento contínuo e tratamento ajustado, ela recuperou sua rotina e qualidade de vida. “Demorei muito tempo para entender que eu estava doente, não morta”, reflete.
Já o professor Daniel Valle enfrentou um período em que sua vida “passava a girar em torno da doença”. Após iniciar uma nova estratégia terapêutica, ele alcançou remissão dos sintomas e remissão endoscópica, quando a inflamação intestinal fica controlada de forma mais profunda. Hoje, voltou a trabalhar, retomou planos pessoais e está noivo. “Voltei a fazer planos para a minha vida”, resume.
Avanços no tratamento e a importância do diagnóstico precoce
Hoje, a medicina vai além do controle dos sintomas. O objetivo é alcançar a cicatrização completa da mucosa intestinal, o que reduz em até 63% o risco de novas crises, diminuindo internações e cirurgias. Isso é fundamental para que as pessoas possam viver com mais qualidade, sem o impacto constante da doença.
Além disso, a chamada “janela de oportunidade” — o período em que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são iniciados — pode modificar o curso da doença e trazer benefícios duradouros. Por isso, ampliar o acesso à informação de qualidade e fortalecer o diálogo entre pacientes e especialistas são passos essenciais para um cuidado mais efetivo.
O que você pode fazer?
Se você sente sintomas persistentes como diarreia frequente, dores abdominais ou fadiga sem explicação, não hesite em buscar ajuda médica. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença. Para quem já convive com DIIs, manter o acompanhamento regular e seguir o tratamento indicado são as melhores formas de garantir uma vida mais plena.
As Doenças Inflamatórias Intestinais são um desafio, mas com informação, apoio e avanços científicos, é possível retomar o controle da saúde e da vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



