Psicólogo alerta para riscos da terapia com inteligência artificial
Especialista destaca dependência emocional e limitações dos chatbots no apoio psicológico
O uso crescente da inteligência artificial (IA) na busca por apoio emocional e aconselhamento psicológico tem gerado preocupações. O psicólogo Paulo Zago Neto alerta para os riscos de substituir o acompanhamento profissional por interações com chatbots, que podem levar ao isolamento social e ao agravamento de problemas psicológicos. Em um contexto marcado pelo aumento da solidão, ansiedade e dificuldade de socialização, muitas pessoas recorrem a assistentes virtuais para obter respostas rápidas e sem julgamentos.
Segundo Neto Zago, essa facilidade pode criar uma falsa sensação de compreensão e favorecer vínculos emocionais intensos, que se assemelham a uma dependência psicológica. “Apesar da evolução e sofisticação tecnológica, os chatbots não possuem capacidade clínica para avaliar contextos emocionais complexos ou entender o sofrimento humano”, explica o psicólogo. Ele destaca que as respostas automatizadas podem cometer erros graves, como interpretar sintomas de forma equivocada, validar pensamentos prejudiciais ou minimizar situações sérias.
O imediatismo e a ausência de julgamentos são apontados como fatores que tornam os chatbots atraentes, mas também perigosos quando usados como substitutos da terapia tradicional. A interação com a inteligência artificial pode criar vínculos afetivos profundos, mas sem o suporte humano necessário para um tratamento psicológico eficaz.
Embora reconheça que a tecnologia pode ser útil como ferramenta complementar para organização, informação ou apoio momentâneo, Neto Zago reforça que ela não deve substituir o acompanhamento psicológico real. O cuidado com a saúde mental, segundo ele, precisa continuar sendo humano, com profissionais capacitados para oferecer escuta terapêutica e promover a construção emocional.
A recomendação do especialista é que as pessoas busquem ajuda profissional qualificada diante de dificuldades emocionais, evitando a dependência de soluções tecnológicas que não têm capacidade clínica para lidar com a complexidade do sofrimento humano. A inteligência artificial pode auxiliar, mas não pode ocupar o lugar do contato humano essencial para a saúde mental.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



