Sexo agendado: por que casais marcam hora para a intimidade

Terapeuta explica que marcar sexo na rotina não é sinal de frieza, mas forma de manter a conexão em relações longas

O tema do sexo agendado voltou ao debate após atrizes comentarem sobre reservar horários para a intimidade no casamento. Para a terapeuta familiar Aline Cantarelli, marcar hora para transar não significa falta de desejo ou frieza, mas uma forma prática de manter a conexão em relações longas. Segundo ela, o problema está na expectativa equivocada de que desejo e intimidade se mantenham espontaneamente, sem esforço ou diálogo constante.

Aline explica que muitos casais enfrentam um desgaste silencioso causado por fatores como cansaço, filhos, excesso de telas e sobrecarga mental. Esses elementos empurram a intimidade para o fim da lista de prioridades, fazendo com que o casal funcione mais como amigos que dividem responsabilidades do que como parceiros afetivos. Esse afastamento geralmente ocorre de forma gradual e silenciosa, com os parceiros esperando o “momento ideal” que muitas vezes nunca chega.

A terapeuta destaca que existe uma visão romantizada do amor de longo prazo, que pressupõe que a intimidade deve surgir naturalmente o tempo todo. Na prática, ela afirma que relações duradouras exigem construção, intenção e constância. “Sexo também é hábito”, compara Aline, ressaltando que, assim como a atividade física, a intimidade precisa ser cultivada para não desaparecer.

Um exemplo citado é o da atriz Heloísa Périssé, que fez um acordo com o marido para manter relações sexuais por 100 dias consecutivos, o que ajudou a criar um hábito e estimular a criatividade no casal. Para Aline, isso não transforma o relacionamento em obrigação mecânica, mas reforça a necessidade de reservar espaço para o vínculo afetivo na rotina diária.

Outro ponto importante levantado pela terapeuta é a diferença entre a paixão inicial e o vínculo maduro. Ela alerta que muitos casais ainda se baseiam em um modelo idealizado de romance, com intensidade constante, o que não é sustentável. Relações maduras dependem mais da constância, da escolha consciente e da parceria do que de explosões emocionais passageiras.

Por fim, Aline reforça que a manutenção da intimidade ao longo do tempo é menos dolorosa do que tentar reconectar o casal depois de um afastamento prolongado. Ela destaca que a comunicação aberta sobre sexo é fundamental para evitar que o problema se torne um “elefante na sala”. “Relacionamentos precisam ser alimentados continuamente. Faça chuva ou faça sol”, conclui.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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