Menopausa no Brasil: estudo revela diferenças regionais na experiência feminina

Levantamento com 15.734 mulheres destaca impactos sociais, culturais e territoriais da menopausa no país

Um levantamento realizado com 15.734 mulheres de diferentes regiões do Brasil reforça a importância de considerar os impactos sociais, culturais e territoriais na experiência da menopausa. O estudo será um dos destaques do MYPAUSA 2026, congresso médico que acontece nos dias 22 e 23 de maio, em São Paulo, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir a saúde da mulher na meia-idade.

A menopausa, fase marcada por sintomas como esquecimentos frequentes, alterações no sono, oscilações de humor, mudanças na libido e desconfortos com a temperatura corporal, é vivida de formas variadas pelas brasileiras. O levantamento mostra que o local onde a mulher vive influencia diretamente essa experiência, evidenciando diferenças entre regiões como Centro-Oeste e Nordeste.

Idealizado pela médica e pesquisadora Fabiane Berta, o MYPAUSA chega à sua terceira edição com o objetivo de ampliar o debate sobre a menopausa no Brasil, considerando as múltiplas realidades sociais e culturais do país. Segundo Fabiane Berta, “não existe a menopausa da brasileira. Existem as menopausas das brasileiras. O território, a cultura, o contexto social e as diferentes vivências femininas mudam completamente essa experiência”.

O congresso, realizado no SP Hall, em São Paulo, é voltado exclusivamente para médicos e profissionais da saúde. Entre os especialistas confirmados estão o professor Eduardo Ramacciotti, referência internacional em trombose; a geneticista Lygia da Veiga Pereira; o ginecologista e neuroendócrino Ivaldo Silva; o especialista em medicina personalizada André Malavasi; o cardiologista Arthur Lemos; e o nutricionista Murilo Pereira.

O MYPAUSA 2026 propõe uma mudança de percepção sobre a mulher acima dos 40 anos, buscando um cuidado mais personalizado e alinhado às diferentes realidades brasileiras. Fabiane Berta destaca que o congresso “tem postura, não é evento neutro. Estamos abrindo um calendário nacional para que o Brasil pare de prescrever para uma mulher que não existe, e comece a cuidar das mulheres que existem, no plural, com seu sotaque, sua geografia, sua história”.

Com essa abordagem, o evento reforça a necessidade de reconhecer a diversidade das experiências femininas durante a menopausa, promovendo um olhar mais sensível e eficaz para a saúde da mulher em todo o país.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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