Indústria da moda destaca liderança feminina e inclusão de pessoas trans
Setor têxtil e de confecção tem 97% das empresas com mulheres em cargos de liderança e promove capacitação para pessoas trans
A indústria têxtil e de confecção brasileira avança na promoção da diversidade e inclusão, com destaque para a liderança feminina e a inserção de pessoas trans no mercado de trabalho. Uma pesquisa inédita da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) aponta que 97% das empresas do setor possuem mulheres em cargos de liderança.
Segundo o levantamento “Mulheres no Setor Têxtil e Confecção: Diversidade, Inclusão e Desenvolvimento de Lideranças”, 48% das empresas já adotam políticas formais de diversidade e igualdade de gênero, enquanto 17% estão em processo de implementação dessas medidas. Entre as ações mais comuns estão o combate ao assédio (72%), a busca pela igualdade salarial (45%) e programas de liderança e mentoria (31%).
A diversidade é vista como um fator estratégico para o setor, com 59% das empresas reconhecendo seu impacto positivo na produtividade e lucratividade. No entanto, desafios persistem para a ascensão feminina, sendo a “jornada dupla” – conciliar trabalho e responsabilidades domésticas – o principal obstáculo para 69% das entrevistadas. Outros entraves apontados são a cultura organizacional (38%) e o preconceito (34%).
Para superar essas barreiras, as empresas investem em programas de desenvolvimento (72%) e oferecem benefícios que favorecem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, como horários flexíveis, home office e auxílio-creche (59%).
Além da liderança feminina, o setor tem ampliado a inclusão de pessoas trans por meio de iniciativas de formação técnica. Em São Paulo, a Casa de Criadores, em parceria com o Sebrae SP, realiza a oficina “Crie Moda Autoral Trans Forma”, que capacita pessoas transgênero, travestis e não binárias em criação, modelagem e costura. O projeto conta com cerca de 30 participantes e promove também o contato com profissionais do mercado.
A oficina tem como objetivo fomentar a autonomia financeira, a geração de renda e a inserção no mercado de trabalho, além de incentivar práticas sustentáveis, como o reaproveitamento de materiais. Ao final, os participantes apresentam coleções próprias em desfiles abertos ao público e ao mercado, ampliando suas oportunidades profissionais.
Essas ações reforçam o papel da moda como instrumento de inclusão social e transformação, contribuindo para um setor mais diverso e representativo.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



