Impactos econômicos da saúde mental podem chegar a 5% do PIB

Estudo global da Zurich aponta perdas de produtividade e desafios no mercado de trabalho

Um estudo global da Zurich Insurance Group, intitulado “O Valor da Saúde Mental”, revela que transtornos mentais já causam impactos econômicos significativos, podendo chegar a até 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em alguns países até 2030. A pesquisa destaca que pessoas com problemas de saúde mental perdem entre 60 e 67 dias de vida saudável por ano, afetando diretamente produtividade, renda e participação no mercado de trabalho.

O relatório analisou dados públicos de seis países — Austrália, Chile, Alemanha, Malásia, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido — e identificou que cerca de um em cada três adultos em idade ativa poderá conviver com transtornos mentais até 2030. Entre os principais impactos estão afastamentos prolongados, perdas de produtividade e dificuldade de reinserção profissional.

Segundo o estudo, os maiores custos não recaem apenas sobre os sistemas formais de saúde, mas principalmente sobre indivíduos, famílias e empregadores. A saída definitiva do mercado de trabalho por parte de pessoas com transtornos mentais é um dos fatores que mais contribuem para essas perdas econômicas. Em alguns países, a diferença na participação profissional entre pessoas com e sem transtornos mentais chega a 29%.

No Brasil, dados da Previdência Social indicam que, em 2025, houve mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, o maior número da última década. Além disso, a nova redação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que entrará em vigor em maio de 2026, exigirá que as empresas incluam riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Especialistas apontam que, apesar do aumento da conscientização, muitas organizações ainda têm baixa maturidade para lidar estruturalmente com a saúde mental. A gestão de riscos psicossociais não deve ser confundida com pesquisas de clima organizacional ou ações pontuais de bem-estar, mas sim tratada de forma contínua e integrada à cultura organizacional.

O estudo também destaca que mudanças estruturais no mercado de trabalho, como automação e inteligência artificial, aumentam as exigências de adaptação e qualificação profissional, o que pode agravar quadros de saúde mental. Por isso, iniciativas de prevenção, apoio precoce e a construção de ambientes psicologicamente seguros são essenciais para empresas e empregadores.

Na Zurich Seguros, a saúde mental é integrada às estratégias de cultura e desenvolvimento de lideranças, com ações preventivas, canais de diálogo fortalecidos e treinamentos para gestão de equipes. A abordagem visa não apenas oferecer suporte quando o problema surge, mas construir ambientes de trabalho mais seguros e sustentáveis.

O relatório conclui que a saúde mental deixou de ser um tema apenas assistencial para se tornar uma prioridade estratégica para empresas, governos e sociedade, com potencial para reduzir impactos econômicos e sociais relevantes por meio de ações precoces e estruturadas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 70 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar