Hipertensão atinge 30% dos brasileiros, mais comum em mulheres
Pressão alta é silenciosa e aumenta risco de infarto, AVC e insuficiência renal
A hipertensão arterial afeta aproximadamente 30% dos adultos brasileiros, sendo mais comum entre as mulheres, com prevalência de 29,3% nas capitais, contra 26,4% entre os homens. Essa condição silenciosa é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.
Segundo a endocrinologista Dra. Bárbara Scalon, da clínica Atma Soma, a hipertensão é definida por níveis sustentados de pressão arterial iguais ou superiores a 140 por 90 mmHg. “A hipertensão é uma doença silenciosa, mas não inofensiva. Ela provoca alterações progressivas nos vasos sanguíneos e em órgãos como coração, rins e cérebro. Quando os sinais aparecem, muitas vezes já existe um comprometimento importante”, explica.
O diagnóstico precoce ainda é um desafio, pois a doença geralmente não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais. Sintomas como dor de cabeça, tontura e falta de ar podem surgir, mas são inespecíficos e costumam indicar estágio avançado. Por isso, a aferição regular da pressão arterial é fundamental, mesmo na ausência de sinais clínicos.
O envelhecimento aumenta o risco de hipertensão, que pode atingir mais da metade das pessoas acima dos 60 anos. No entanto, a doença também tem se manifestado em adultos mais jovens, devido a fatores como obesidade, sedentarismo, alimentação rica em sódio e apneia do sono. No Brasil, mais da metade da população adulta apresenta excesso de peso, agravando o cenário.
Além da predisposição genética, o estilo de vida é determinante para o desenvolvimento da hipertensão. Entre os principais fatores de risco estão o consumo elevado de sal, baixa prática de atividade física, ingestão frequente de álcool, estresse crônico e apneia do sono.
O controle da hipertensão depende da combinação entre mudanças no estilo de vida e tratamento medicamentoso. Estratégias recomendadas incluem reduzir o consumo de sódio, priorizar alimentos naturais, manter rotina de exercícios, controlar o peso corporal e evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool.
A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) é frequentemente indicada por favorecer a ingestão de potássio, cálcio e magnésio, nutrientes que ajudam a reduzir a pressão arterial.
“A hipertensão exige continuidade no tratamento. Não se trata de uma intervenção pontual, mas de um cuidado ao longo da vida. A adesão é o que realmente determina o prognóstico”, conclui a Dra. Bárbara Scalon.
O Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, reforça a importância da conscientização sobre essa condição que, apesar de comum, ainda é subestimada e pode levar a complicações graves se não for diagnosticada e controlada adequadamente.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



