Dia Mundial de Combate à Asma: diagnóstico precoce e tratamento contínuo
Pneumologista da Unifran destaca sinais de alerta e importância do manejo para qualidade de vida plena
No Dia Mundial de Combate à Asma, celebrado em 5 de maio, a Profa. Dra. Patrícia Macedo Bernardino, pneumologista e docente da Unifran, alerta para a importância do diagnóstico precoce e do manejo contínuo da asma. A especialista destaca que a doença não é apenas sazonal nem se manifesta somente em crises, sendo fundamental o acompanhamento regular para garantir uma vida plena aos pacientes.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que afeta milhões de pessoas no mundo. Seus sintomas, muitas vezes subestimados ou confundidos com outras condições, incluem falta de ar, chiado no peito, tosse persistente — especialmente à noite ou ao acordar — e sensação de aperto no peito. Esses sinais podem ser intermitentes e piorar com esforço físico, exposição a poeira, mudanças climáticas ou infecções respiratórias.
A especialista ressalta que a asma pode surgir em qualquer idade, não sendo exclusiva da infância. Em adultos, a doença é frequentemente subdiagnosticada, pois os sintomas podem ser atribuídos a sedentarismo, ansiedade ou outras causas.
O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento adequado e evitar a inflamação contínua das vias aéreas, que pode levar à piora progressiva da função pulmonar. Ao contrário do que muitos pensam, a asma não é uma condição apenas sazonal ou que exige atenção somente durante as crises. “A inflamação está presente mesmo quando o paciente está sem sintomas”, explica a Dra. Patrícia. Por isso, o tratamento contínuo é indispensável para controlar essa inflamação, prevenir crises e evitar agravamentos.
A falta de tratamento regular pode resultar em complicações graves, como crises intensas que demandam atendimento de urgência, hospitalizações, limitações nas atividades diárias e perda progressiva da função pulmonar. Além disso, a doença impacta negativamente a qualidade do sono, a produtividade no trabalho e a qualidade de vida em geral.
A boa notícia é que, com o tratamento e acompanhamento médico adequados, a maioria dos pacientes pode levar uma vida normal, incluindo a prática de atividades físicas, trabalho e estudo sem limitações significativas.
O controle da asma depende do uso correto das medicações prescritas, principalmente inaladores, do acompanhamento médico regular e da identificação dos fatores que desencadeiam as crises, como poeira, mofo, fumaça e mudanças bruscas de temperatura. A pneumologista destaca que a interrupção da medicação ao sentir melhora pode levar à perda do controle da doença.
Nos últimos anos, houve avanços importantes, como medicações inalatórias mais eficazes e seguras e tratamentos modernos, como os imunobiológicos, indicados para casos mais graves. Esses avanços têm permitido um controle mais eficiente da asma, reduzindo crises e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



