Descobriu uma traição? Saiba o que considerar antes de decidir

Terapeuta familiar orienta sobre como lidar com a dor, autoestima e reconstrução após a traição

Descobrir uma traição costuma causar choque, raiva e vontade imediata de agir. A terapeuta familiar Aline Cantarelli alerta que a primeira decisão não deve ser tomada no auge da dor. É fundamental que a pessoa traída avalie se deseja investir na relação ou encerrar esse ciclo antes de confrontar o parceiro ou tomar uma atitude definitiva.

Aline destaca que a traição é 100% responsabilidade de quem trai, mas a relação construída antes do episódio envolve ambos os parceiros. Essa distinção ajuda a evitar que a pessoa traída assuma uma culpa que não é dela e permite que o casal, se houver desejo mútuo, reflita sobre o que vinha acontecendo antes da ruptura.

Além da traição sexual, que é a mais conhecida, existem outras formas que também rompem a confiança, como as traições emocionais, financeiras e de confiabilidade. Exemplos incluem esconder dinheiro, criar vínculos afetivos paralelos ou compartilhar intimidades do casal com terceiros. Essas situações podem ferir a relação tanto quanto a traição sexual.

A terapeuta chama atenção para as “brechas cotidianas” que podem abrir caminho para a traição, como relações frequentes e íntimas com colegas de trabalho ou outras pessoas fora do casamento. O problema está na recorrência e no espaço emocional que essas relações passam a ocupar, muitas vezes em detrimento do vínculo conjugal.

Ao descobrir a traição, Aline recomenda que a pessoa traída evite reações impulsivas, exposição pública ou vingança, pois essas atitudes podem gerar consequências difíceis de administrar depois. Ela sugere que a pessoa reflita se quer continuar na relação e busque apoio para lidar com a dor antes de agir.

O perdão, segundo a terapeuta, não apaga a marca da traição. Pode existir um processo de aceitação, elaboração do trauma e reconstrução da confiança, que exige arrependimento consistente de quem traiu e cuidado emocional de quem foi ferido. Terapia individual ou de casal pode ser importante para ajudar nesse processo, especialmente quando há obsessão pelo tema ou dificuldade de seguir em frente.

Outro ponto sensível é a comparação com a terceira pessoa envolvida, que pode abalar a autoestima. Aline reforça que a autoestima é uma percepção pessoal e não deve ser afetada pela traição. Recuperar o autocuidado deve ser um ato de autonomia e não uma resposta à comparação.

Por fim, a terapeuta afirma que existe vida após a traição, mas que a decisão de continuar ou terminar deve ser consciente. Permanecer por medo, dependência ou pressão social pode prolongar o sofrimento, enquanto reconstruir a relação exige coragem, apoio e compromisso dos dois. A escolha diante da ruptura é um momento importante que define quem cada pessoa é.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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