Aumento de SRAG no Brasil no outono

Boletim InfoGripe alerta para alta incidência e destaca hábitos que elevam contágio

O Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz, revela que a maioria dos estados brasileiros está em níveis de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Esse cenário está relacionado à sazonalidade do vírus sincicial respiratório (VSR) e do influenza A, que circulam com maior intensidade no outono.

Além dos fatores sazonais, o pneumologista Alberto Cukier, do Hospital Santa Catarina – Paulista, destaca que comportamentos cotidianos têm contribuído para o aumento das doenças respiratórias. Um dos principais erros é manter o convívio próximo com familiares e continuar as atividades normais mesmo apresentando sintomas gripais. “É comum que crianças levem vírus da escola para casa e sejam cuidadas pelos avós, o que aumenta o risco para grupos vulneráveis, como idosos”, explica o especialista. Ele também alerta que trabalhar ou circular socialmente enquanto está gripado favorece a disseminação dos vírus.

Quando a gripe pode ser grave?
Embora a maioria dos casos seja leve e se resolva com repouso, hidratação e antitérmicos, alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica. Falta de ar, chiado no peito, febre persistente ou piora progressiva após os primeiros dias podem indicar complicações como pneumonia, que demandam investigação e, em alguns casos, internação. Pessoas com doenças respiratórias prévias, como asma ou DPOC, e idosos devem redobrar os cuidados, pois têm maior risco de agravamento.

Uso inadequado de antibióticos e prevenção
O pneumologista alerta para o uso indiscriminado de antibióticos, que não são eficazes contra infecções virais e podem causar efeitos colaterais e resistência bacteriana. Para sintomas leves, medidas caseiras como lavagem nasal, repouso e hidratação são recomendadas.

A vacinação contra a gripe, disponível pelo SUS, é fundamental para reduzir casos e formas graves da doença. Mesmo sem impedir totalmente a infecção, a vacina diminui a circulação viral e o risco de complicações. Além da imunização, o especialista recomenda manter hábitos de higiene reforçados durante a pandemia, como lavar as mãos frequentemente, usar máscara em caso de sintomas, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e manter ambientes ventilados. Essas medidas simples ajudam a conter a transmissão e proteger os grupos mais vulneráveis durante o período de maior circulação dos vírus respiratórios.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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