18 de maio alerta para violência sexual infantil no Brasil

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças destaca dados e prevenção com diálogo e educação emocional

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, celebrado em 18 de maio, reforça o alerta para a violência sexual infantil no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 70 mil casos são registrados anualmente no país, evidenciando um cenário preocupante que exige atenção e ação contínua.

Além das ocorrências presenciais, cresce o número de casos mediados por ambientes digitais. Um estudo do UNICEF Innocenti, em parceria com a ECPAT Internacional e a Interpol, revelou que uma em cada cinco crianças e adolescentes brasileiros sofreu violência sexual por meio de redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens ao longo de um ano.

A data foi instituída pela Lei Federal nº 9.970/2000 e integra a campanha Maio Laranja, movimento nacional de conscientização que utiliza a cor laranja para simbolizar a fragilidade da infância e a necessidade de proteção coletiva. O dia também remete ao caso emblemático de Araceli Cabrera Sánchez Crespo, menina de oito anos vítima de violência em 1973, que mobilizou a sociedade para o combate a esses crimes.

Especialistas destacam que a maior parte das violações ocorre dentro do ambiente familiar ou em círculos próximos à vítima, segundo dados do Disque 100. Por isso, o diálogo aberto e a educação emocional são apontados como ferramentas fundamentais para a prevenção.

Jessica Bruin, CEO da editora Bom Bom Book’s, especializada em literatura infantojuvenil, ressalta a importância de criar espaços seguros para conversar sobre respeito ao corpo, consentimento e tipos de agressão. Ela afirma que abordar esses temas não assusta as crianças, mas as protege, e que o silêncio nunca foi uma estratégia eficaz.

A literatura infantil é uma aliada nesse processo. A coleção “O que não cabe no meu mundo”, da Bom Bom Book’s, trabalha temas como limites e respeito de forma lúdica e acessível, facilitando a compreensão das crianças. Segundo Jessica, “crianças que aprendem desde cedo que podem falar, perguntar e relatar são mais seguras e têm mais ferramentas para buscar ajuda”.

Denúncias de abuso ou exploração sexual infantil podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100, além de conselhos tutelares, delegacias especializadas e polícia. A conscientização e a educação são passos essenciais para proteger crianças e adolescentes e reduzir os índices de violência sexual no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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