Quase um terço dos brasileiros têm hipertensão

Dia Mundial da Hipertensão alerta para riscos da doença e destaca o papel do exercício físico no controle da pressão arterial

No Brasil, quase um terço da população adulta sofre com hipertensão arterial, condição que é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Dados do Ministério da Saúde, reunidos pelo sistema Vigitel entre 2006 e 2024, mostram que a prevalência da hipertensão aumentou de 22,6% para 29,7% nesse período.

O cardiologista Dr. Norberto de Sá Neto, professor da Afya Ipatinga, relaciona esse crescimento ao aumento da obesidade, do sedentarismo e ao retorno do tabagismo, inclusive com o uso crescente do cigarro eletrônico. “Existe uma relação direta entre sedentarismo, obesidade e hipertensão: quanto maior o sedentarismo, maior a obesidade; e quanto maior a obesidade, maior o risco de hipertensão arterial”, explica.

A hipertensão é conhecida como “doença silenciosa” por não apresentar sintomas evidentes, mas suas complicações são graves. A pressão alta faz o coração trabalhar em excesso, podendo aumentar e espessar o músculo cardíaco de forma prejudicial, comprometendo seu funcionamento. Nos rins, a hipertensão descontrolada pode causar nefropatia hipertensiva, que pode evoluir para insuficiência renal crônica e necessidade de hemodiálise. No cérebro, a pressão elevada aumenta o risco de AVC hemorrágico devido ao enfraquecimento das paredes dos vasos sanguíneos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, em 2024, cerca de 1,4 bilhão de pessoas no mundo tinham pressão arterial elevada, mas apenas uma em cada cinco conseguia manter a condição sob controle.

Para o controle da hipertensão, a prática regular de exercícios físicos é fundamental. A professora de Medicina do Esporte da Afya Belo Horizonte, Dra. Déborah Prado, destaca que atividades aeróbicas e resistidas ajudam a melhorar o metabolismo, facilitando a ação da insulina e o controle do colesterol e triglicerídeos. “As substâncias produzidas durante o exercício favorecem a dilatação dos vasos sanguíneos e contribuem para a redução da pressão arterial. Em muitos casos, os benefícios do exercício podem ser superiores ao uso isolado de medicamentos”, afirma.

No Brasil, o percentual de pessoas que praticam pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aumentou de 30,3% em 2009 para 42,3% em 2024. A recomendação da OMS é realizar exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação, corrida ou remo, combinados com 2 a 3 sessões semanais de exercícios resistidos, como musculação. Treinos funcionais, que combinam diferentes capacidades físicas, são indicados para tornar a prática mais dinâmica e garantir maior adesão a longo prazo.

A adoção desses hábitos é essencial para prevenir e controlar a hipertensão, protegendo a saúde do coração, dos rins e do cérebro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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