Maio Cinza alerta para sintomas silenciosos do câncer cerebral
Campanha reforça a importância do diagnóstico precoce após morte de Oscar Schmidt
A campanha Maio Cinza ganha destaque no Brasil ao reforçar a importância da conscientização sobre o câncer cerebral, especialmente após a morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que enfrentava a doença. No país, são registrados mais de 11 mil novos casos de tumores cerebrais anualmente, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Embora representem entre 1% e 2% dos cânceres, esses tumores têm alta taxa de mortalidade, que pode ultrapassar 80%, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.
O câncer cerebral pode se manifestar por meio de tumores primários, originados no próprio cérebro, ou por metástases, quando células cancerígenas de outros órgãos, como pulmão, mama, pele e rim, se espalham para o sistema nervoso central. Os sintomas variam conforme a localização e o tamanho da lesão, incluindo dores de cabeça persistentes, crises convulsivas, alterações visuais, dificuldades motoras e mudanças de comportamento.
Segundo o neurocirurgião Dr. Normando Guedes, professor de pós-graduação da Afya, um dos principais desafios é identificar a doença precocemente, pois muitos sintomas podem ser confundidos com condições comuns, como enxaqueca ou estresse. “Alguns tumores têm evolução lenta e se manifestam com alterações de comportamento ou distúrbios hormonais. Por isso, a persistência ou progressão dos sinais deve ser investigada com atenção, e nenhum sintoma neurológico deve ser ignorado”, alerta.
O tratamento do câncer cerebral depende do tipo, localização, tamanho do tumor e estado geral do paciente. Nem todos os casos exigem cirurgia imediata; em algumas situações, o acompanhamento, a radioterapia ou a quimioterapia são indicados como primeira linha. A cirurgia é recomendada principalmente quando há compressão de estruturas cerebrais, risco neurológico ou necessidade de biópsia para diagnóstico.
A abordagem cirúrgica busca a máxima ressecção segura, removendo o máximo possível do tumor sem comprometer funções neurológicas, o que favorece a recuperação. A análise do tecido retirado permite estudos genéticos e moleculares que orientam tratamentos personalizados.
Avanços tecnológicos, como técnicas minimamente invasivas, neuronavegação e monitorização intraoperatória, têm aumentado a segurança e eficácia das cirurgias, contribuindo para melhor qualidade de vida dos pacientes.
A trajetória de Oscar Schmidt ilustra a evolução possível da doença, com sobrevida média em torno de uma década, podendo variar conforme características do tumor e resposta ao tratamento. Uma evolução próxima de 15 anos é vista como acima do esperado, indicando que o curso da doença pode ser prolongado, ainda que sujeito a complicações ao longo do tempo.
A conscientização, o diagnóstico precoce e o acompanhamento com profissionais especializados são fundamentais para ampliar as chances de sucesso no tratamento. Campanhas como o Maio Cinza desempenham papel essencial ao ampliar o acesso à informação e reduzir o estigma em torno do câncer cerebral.
“Falar sobre a doença é essencial para que as pessoas reconheçam sinais de alerta e busquem ajuda médica no momento certo. O diagnóstico não deve ser encarado como sentença, mas como uma condição que pode ser enfrentada com acompanhamento adequado”, conclui o especialista.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



