Consumo diário de isotônico pode aumentar pressão e retenção de líquidos

Isotônicos são indicados apenas para exercícios intensos; uso frequente sem necessidade eleva sódio, açúcar e risco cardiovascular

O consumo diário de bebidas isotônicas, muitas vezes visto como uma alternativa saudável à água, pode trazer riscos à saúde, especialmente para quem não pratica exercícios físicos intensos. Desenvolvidas para repor eletrólitos e carboidratos perdidos em atividades físicas prolongadas, essas bebidas contêm quantidades elevadas de sódio e açúcar que, quando ingeridas sem necessidade, podem favorecer a retenção de líquidos, o ganho de peso e o aumento da pressão arterial.

O médico Rafael Reis alerta que o hábito de consumir isotônicos rotineiramente pode elevar a ingestão diária de sódio e açúcar de forma desnecessária. “Dependendo da quantidade e da frequência, isso pode contribuir para retenção de líquido, aumento calórico e piora metabólica ao longo do tempo”, explica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda um consumo máximo de 2 gramas de sódio por dia, o equivalente a cerca de 5 gramas de sal, limite que pode ser facilmente ultrapassado com o consumo frequente dessas bebidas.

Isotônicos foram criados para situações específicas, como exercícios de alta intensidade e longa duração, quando há grande perda de suor. Atividades como corridas de longa distância e treinos extenuantes em dias quentes são exemplos em que essas bebidas são indicadas. Para exercícios leves, caminhadas ou musculação moderada, a água é suficiente para manter a hidratação adequada.

O consumo excessivo de isotônicos pode causar efeitos adversos, como aumento da pressão arterial, retenção hídrica e maior ingestão calórica. Pessoas com condições como hipertensão, diabetes, doença renal ou histórico cardiovascular devem ter cuidado redobrado.

O médico reforça que o isotônico não deve substituir a água no dia a dia: “A água continua sendo a principal e mais importante forma de hidratação cotidiana. O isotônico deve ser usado de maneira estratégica e não como substituto habitual da água.”

Alguns sinais podem indicar que o consumo está acima do ideal, como inchaço, aumento da sede, piora da pressão arterial e ganho de peso. A orientação é clara: para a maioria das pessoas, uma alimentação equilibrada e hidratação com água são suficientes para manter a saúde. O consumo de isotônicos deve ser reservado para situações específicas de esforço físico intenso, evitando riscos desnecessários à saúde metabólica e cardiovascular.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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