Calvície precoce em jovens: causas e impacto na autoestima

Dermatologista da Unifran destaca fatores além da genética e a importância do diagnóstico precoce

A calvície masculina precoce, conhecida como alopecia androgenética, tem se manifestado cada vez mais cedo em homens jovens, segundo a dermatologista Ariane Maywald, docente da Universidade de Franca (Unifran). Embora a genética seja um fator importante, a especialista destaca que outros elementos contemporâneos contribuem para o avanço da condição.

Além da predisposição genética e da ação da di-hidrotestosterona (DHT), fatores como estresse crônico, privação de sono, dietas inadequadas, tabagismo e exposição a poluentes aceleram a perda capilar. O uso indiscriminado de anabolizantes e terapias hormonais sem acompanhamento médico eleva os níveis de andrógenos, podendo desencadear ou agravar a calvície em indivíduos predispostos.

O impacto da calvície precoce vai além da estética. Para jovens, que estão em fase de construção da imagem e identidade, a perda dos cabelos pode afetar significativamente a autoestima, gerando ansiedade social, insegurança em relacionamentos e até sintomas depressivos. Por isso, a médica ressalta que o tratamento deve incluir escuta e acolhimento, não se limitando apenas ao aspecto físico.

Muitos pacientes procuram ajuda tardiamente, quando já há sinais evidentes como aumento progressivo da queda, afinamento dos fios, entradas mais marcadas ou rarefação na coroa. A alopecia androgenética é uma condição progressiva, e o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Segundo Maywald, existe um “ponto de não retorno” em que o folículo piloso atrofia irreversivelmente, limitando as opções clínicas.

Entre as abordagens terapêuticas disponíveis estão tratamentos medicamentosos tópicos e sistêmicos, procedimentos como microagulhamento, drug delivery/MMP capilar, laser capilar de alta e média potência e LLLT (terapia a laser de baixa intensidade). O transplante capilar é indicado para casos avançados, mas deve ser acompanhado por terapias contínuas para preservar os fios naturais.

A médica reforça que “a calvície precoce tem tratamento, mas não há milagre. O maior erro é esperar”. O acompanhamento dermatológico constante e o cuidado com a autoestima são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos jovens afetados.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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