Morte de Oscar Schmidt reacende alerta para tumores cerebrais

Tumores do sistema nervoso central devem registrar 11 mil novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028

A recente morte do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt reacendeu o debate sobre os tumores do sistema nervoso central, grupo que inclui os tumores cerebrais. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar aproximadamente 11 mil novos casos anuais dessa doença entre 2026 e 2028. Embora representem cerca de 2% dos cânceres no país, esses tumores são complexos e podem causar impactos severos na qualidade de vida.

Os tumores do sistema nervoso central surgem a partir do crescimento anormal e desordenado de células no cérebro, medula espinhal ou meninges. A doença é mais frequente em homens, que correspondem a cerca de 53% dos casos, enquanto as mulheres representam 46,5%. A incidência é maior entre idosos, principalmente na faixa etária entre 75 e 84 anos. Em crianças, predominam tumores ligados ao sistema nervoso central infantil.

Maio é o mês de conscientização sobre o câncer cerebral, simbolizado pelo laço cinza, reforçando a importância do reconhecimento precoce dos sinais da doença. A oncologista clínica Amanda Negrini, do Grupo SOnHe, explica que nem toda dor de cabeça está relacionada a tumor cerebral, mas dores intensas, persistentes e acompanhadas de convulsões, alterações comportamentais, fadiga, náuseas, vômitos, desequilíbrios e alterações cognitivas merecem atenção. Entre 30% e 70% dos pacientes diagnosticados relatam dores de cabeça durante a investigação clínica, e cerca de metade apresenta convulsões.

As causas dos tumores cerebrais são multifatoriais, podendo envolver predisposição genética, síndromes hereditárias e exposição à radiação. Estudos estão em andamento para avaliar possíveis relações com exposição a substâncias químicas, radiações e uso excessivo de smartphones, mas os resultados ainda são inconclusivos. A oncologista Giselle Rocha, do Grupo SOnHe, recomenda o uso equilibrado da tecnologia.

O diagnóstico depende da avaliação clínica e da realização de exames de imagem, sendo a ressonância magnética o principal exame indicado, que pode ser complementado por tomografia computadorizada, espectroscopia por ressonância magnética, cintilografia de perfusão e PET-CT. Não existem exames de rastreamento populacional para esses tumores.

O tratamento geralmente envolve cirurgia para retirada do tumor, radioterapia, quimioterapia e terapias complementares, conforme o tipo e estágio da doença. A eficácia do tratamento depende de uma abordagem multidisciplinar, envolvendo neurocirurgia, oncologia, radioterapia, neurologia, reabilitação e suporte integral ao paciente.

A repercussão da morte de Oscar Schmidt ajuda a ampliar a conscientização sobre sintomas neurológicos persistentes e reforça a importância de procurar avaliação médica diante de alterações cognitivas, convulsões ou dores de cabeça fora do padrão habitual.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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