Gírias das redes sociais chegam às escolas e mudam comunicação entre alunos e educadores

Vocabulário digital dos adolescentes impacta ambiente escolar e exige adaptação de educadores e famílias

A linguagem dos adolescentes passa por transformações constantes impulsionadas pelas redes sociais, jogos online e plataformas de vídeo. Gírias como “farmar” (acumular ou conquistar algo), “aura” (presença ou impacto) e “six seven” (situações sem lógica) se consolidam como formas de comunicação entre os jovens e ganham espaço no ambiente escolar.

Esse fenômeno foi evidenciado com a atriz Ingrid Guimarães relatando nas redes sociais as dificuldades para compreender as conversas com a filha de 15 anos, Clara, demonstrando uma realidade crescente nas famílias e escolas. As expressões digitais funcionam quase como códigos de identificação entre os adolescentes, desafiando a compreensão dos adultos.

Nas escolas, esse vocabulário influencia diretamente a dinâmica em sala de aula. Professores e gestores lidam com termos que não fazem parte do ensino formal, mas que carregam significados relevantes para a convivência entre os alunos. A compreensão dessas expressões é importante para identificar comportamentos e prevenir conflitos.

“Quando o educador compreende a linguagem dos alunos, ele consegue identificar comportamentos que não aparecem de forma explícita e pode agir antes que o problema cresça”, explica Elen Larissa, orientadora educacional da Rede Adventista de Educação no Vale do Paraíba.

A comunicação entre os adolescentes nem sempre ocorre de forma literal. Algumas expressões podem indicar ironia, exclusão ou críticas indiretas. Sem familiaridade com esse repertório, a escola pode deixar de reconhecer situações que carregam bullying, muitas vezes manifestadas de forma sutil nas interações.

Por outro lado, o entendimento das gírias abre espaço para uma comunicação mais eficiente, pois quando o aluno percebe interesse do educador em compreender seu universo, há avanço na construção de confiança e no ambiente de aprendizagem. O uso dessas expressões não precisa ser incorporado pelos professores, mas pode servir como ponto de partida para diálogo e orientação.

“A escola mantém um papel central no processo que nasce nas telas ao traduzir esses códigos e transformar a comunicação em ponte, não em barreira. A clareza na fala, princípio essencial da educação, continua sendo o caminho para aproximar gerações e reduzir conflitos”, afirma Marizane Piergentile, pedagoga e diretora da regional Adventista de Educação do Vale do Paraíba.

O cenário também se estende às famílias. Pais que acompanham o vocabulário digital dos filhos conseguem reduzir ruídos na comunicação e fortalecer o relacionamento. A linguagem acompanha as mudanças sociais e tecnológicas e exige atualização constante por parte de todos que convivem com jovens.

A Rede Adventista de Educação, presente em diversas cidades do Vale do Paraíba, reforça a importância dessa adaptação para promover um ambiente escolar mais inclusivo e conectado com a realidade dos estudantes.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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