Diagnóstico de Chico Pinheiro destaca avanço do câncer colorretal no Brasil

Com 70% dos casos detectados tardiamente, especialistas reforçam rastreamento a partir dos 45 anos

O diagnóstico recente de câncer de intestino do jornalista Chico Pinheiro, de 72 anos, trouxe à tona a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal no Brasil. Após cirurgia e internação superior a um mês, o ex-âncora do “Bom Dia Brasil” reforça a necessidade de atenção à saúde digestiva diante do avanço da doença no país.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer colorretal é o terceiro mais frequente no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, representando 10,4% dos novos casos previstos para o triênio 2026-2028. A incidência é praticamente igual entre homens (49,4%) e mulheres (50,6%), com estimativa anual entre 53,8 mil e 54 mil novos diagnósticos.

O oncologista Dr. Levindo Tadeu, da Afya Montes Claros, destaca que os fatores de risco envolvem tanto a genética quanto o estilo de vida. Cerca de 20% a 30% dos casos têm origem em predisposição genética, enquanto a maioria está ligada a fatores ambientais e comportamentais, como obesidade, síndrome metabólica, consumo elevado de carne vermelha e alimentos processados, baixa ingestão de frutas, verduras e fibras, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e doenças intestinais inflamatórias.

Um dos principais desafios no combate ao câncer colorretal no Brasil é o diagnóstico tardio. Mais de 70% dos casos são detectados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura. Por isso, o rastreamento preventivo é fundamental.

O Dr. Levindo recomenda que a população geral realize a colonoscopia a partir dos 45 anos. Para quem tem histórico familiar da doença, o exame deve ser antecipado conforme orientação médica. O acompanhamento posterior depende dos resultados e do risco individual, podendo incluir novos exames, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes.

Além do rastreamento, a adoção de hábitos saudáveis é essencial para a prevenção. O envelhecimento populacional e mudanças no estilo de vida contribuem para o aumento dos casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica alimentos como salsicha, bacon, presunto e linguiça como carcinogênicos, e o consumo elevado de carnes vermelhas como provavelmente carcinogênico. O consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil mais que dobrou desde os anos 1980, chegando a 23% da dieta.

O médico e professor de coloproctologia Dr. Enilton Monteiro Machado, da Afya Centro Universitário Itaperuna, reforça que uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, aliada à prática regular de exercícios físicos, pode reduzir significativamente o risco de desenvolver câncer colorretal.

Diante desse cenário, a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce e a mudança de hábitos são estratégias fundamentais para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida da população.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 90 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar