Plataforma Fibro Social conecta pacientes com fibromialgia em rede nacional

Fibro Social oferece comunidade, cursos e apoio para enfrentar isolamento e fortalecer protagonismo

No Dia de Conscientização da Fibromialgia, a Associação Fibromiálgicas(os) do Brasil lançou a Fibro Social, uma plataforma gratuita que conecta pacientes em uma rede nacional de acolhimento e informação. Disponível em versão web e aplicativo, a iniciativa reúne comunidade on-line, cursos, grupos temáticos e ações de saúde mental para enfrentar o isolamento social e fortalecer o protagonismo de quem convive com a doença.

A fundadora da Associação, Daya Silva, diagnosticada aos 24 anos após mais de 15 anos de dores pelo corpo, transformou sua experiência em uma rede de apoio que hoje conta com mais de 1.500 pessoas. O projeto nasceu em 2009 como um blog e evoluiu para uma associação oficializada em 2023, com o objetivo de oferecer um ambiente seguro e organizado para troca de informações e suporte.

A fibromialgia é caracterizada por dor crônica generalizada, especialmente na musculatura, e pode incluir fadiga, sono não reparador, alterações cognitivas, ansiedade e depressão. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 3% da população brasileira é afetada, com maior incidência entre mulheres. Apesar da intensidade da dor, a doença ainda sofre com subdiagnóstico, estigma e dificuldades no acesso a cuidados adequados.

A Fibro Social atua em três pilares: Promoção de Saúde e Qualidade de Vida; Sociopolítico e Ambiental; e Educação, Emprego e Renda. Essa abordagem biopsicossocial considera não só os sintomas físicos, mas também os impactos emocionais, sociais e profissionais da fibromialgia. Entre os cursos oferecidos estão temas como cannabis medicinal, jornada do paciente e base legal para acesso a direitos.

A plataforma também promove grupos terapêuticos, como o “Fala Fibromiálgica”, conduzido por psicólogos voluntários, que ajuda a trabalhar o aspecto emocional da doença. Usuários destacam a segurança das informações e o sentimento de pertencimento como diferenciais importantes.

Milene Gualandi de Sá, diagnosticada em 2023, é um exemplo de beneficiária que transformou o acesso à informação em mobilização local. Ela lidera um grupo com 83 pessoas em Itaguaí (RJ) e contribuiu para a aprovação de leis municipais e a criação de atividades de saúde para pacientes.

A Fibro Social chega em um momento de avanço na legislação brasileira, com a Lei nº 15.176/2025, que prevê um programa nacional de proteção dos direitos das pessoas com fibromialgia e condições correlatas. A plataforma pretende assumir papel estratégico na execução e monitoramento dessa política pública, promovendo articulação entre pacientes, profissionais de saúde e associações regionais.

A Fibro Social pode ser acessada pelo site social.fibromiálgicas.com.br e por aplicativo para Android e iOS, oferecendo um espaço digital para fortalecer a rede de apoio e informação para pessoas que enfrentam a fibromialgia.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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