Vacinação contra sarampo é essencial antes da Copa do Mundo 2026

Sociedade de Pediatria do RS alerta para atualização da vacina em crianças e adolescentes antes de viagens aos países-sede da Copa

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, marcada para começar em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) alerta para a importância da vacinação contra o sarampo em crianças e adolescentes antes do embarque. A recomendação é que as famílias incluam a conferência da caderneta vacinal no planejamento da viagem, especialmente diante dos surtos da doença nos países-sede.

O sarampo é uma doença viral grave e altamente contagiosa, transmitida por gotículas respiratórias expelidas ao tossir, falar, espirrar ou respirar próximo a outras pessoas. Locais com grande circulação, como aeroportos, aviões, estádios e pontos turísticos, aumentam o risco de exposição para quem não está protegido. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), houve um aumento significativo de casos na Região das Américas em 2025 e início de 2026, o que reforça a necessidade da vacinação e da vigilância.

Marcelo Pavese Porto, presidente da SPRS, destaca que “nove em cada dez pessoas não vacinadas podem se infectar quando expostas ao vírus”. Ele alerta que as crianças são especialmente vulneráveis e podem desenvolver formas graves da doença. Os sintomas incluem febre alta, tosse seca, coriza, conjuntivite, mal-estar intenso e manchas vermelhas na pele, que começam no rosto ou atrás das orelhas e se espalham pelo corpo. Também podem surgir pontos brancos na mucosa da boca. A transmissão ocorre desde quatro dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas.

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetra viral, que inclui também proteção contra varicela, estão disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme a faixa etária indicada. O Ministério da Saúde orienta que a situação vacinal seja conferida antes da viagem para países com surto de sarampo.

A SPRS reforça que a vacinação é uma medida de proteção individual e coletiva. Não existe tratamento específico para o sarampo. O cuidado é baseado em suporte clínico, como hidratação, controle da febre e acompanhamento médico, podendo incluir vitamina A para reduzir complicações. Entre os riscos da doença estão pneumonia, otite, diarreia, encefalite e, em casos graves, óbito.

A SPRS recomenda que pais e responsáveis levem a caderneta vacinal para avaliação em unidade de saúde antes da viagem. A atualização da vacina é fundamental para garantir a segurança das crianças e adolescentes durante a Copa do Mundo e evitar a propagação do sarampo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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