Segurança na coleta de óvulos em reprodução assistida

Especialista destaca que o procedimento é seguro com protocolos rigorosos e acompanhamento adequado

A morte de uma paciente após um procedimento relacionado à reprodução assistida reacendeu o debate sobre a segurança na coleta de óvulos, etapa fundamental em tratamentos como fertilização in vitro (FIV) e congelamento de óvulos. Apesar da gravidade do caso, especialistas afirmam que a coleta é considerada segura quando realizada por equipes treinadas, em ambiente adequado e com protocolos rigorosos de acompanhamento.

A coleta de óvulos é feita por via transvaginal, guiada por ultrassom e geralmente sob sedação. Segundo o médico João Guilherme Grassi, especialista em reprodução assistida e diretor do Centro de Fertilidade Saab Londrina, é fundamental tratar o tema com responsabilidade, reconhecendo os riscos sem gerar pânico. “Todo procedimento invasivo tem risco. A coleta de óvulos é segura, mas precisa ser feita com critério, monitorização adequada, protocolos de emergência e orientação clara para a paciente no pós-procedimento”, explica.

Grassi destaca sua experiência pessoal, com mais de 5 mil procedimentos realizados sem complicações graves. Estudos internacionais corroboram a segurança do procedimento: uma pesquisa japonesa com mais de 1,4 milhão de coletas identificou sangramento intra-abdominal grave em 0,08% dos casos. Outro levantamento, com mais de 23 mil coletas, registrou complicações em 0,4% das pacientes, internações em 0,29% e cirurgias em 0,1%.

Entre os riscos, a síndrome de hiperestímulo ovariano merece atenção especial. Essa reação exagerada aos hormônios usados no tratamento pode causar dor abdominal intensa, acúmulo de líquido e falta de ar, podendo levar à internação. Atualmente, existem estratégias eficazes para reduzir esse risco, como o ajuste individual da dose hormonal, uso de protocolo antagonista, gatilho com agonista de GnRH em pacientes de maior risco e congelamento de todos os embriões ou óvulos, evitando a transferência a fresco quando há maior risco.

No congelamento de óvulos, o risco de hiperestímulo tardio é menor do que em ciclos com transferência embrionária a fresco, pois não ocorre gestação imediata que produza o hormônio hCG, responsável por agravar o quadro.

A mortalidade diretamente relacionada a ciclos de reprodução assistida é considerada excepcional. Estimativas históricas indicam mortalidade em torno de 1 para 400 mil a 500 mil ciclos devido à síndrome de hiperestímulo ovariano, mas esses dados são anteriores à adoção dos protocolos preventivos atuais.

Para o especialista, a segurança em reprodução assistida depende de avaliação cuidadosa, experiência da equipe, acompanhamento próximo e informação clara para a paciente em todas as etapas do tratamento. Assim, é possível minimizar riscos e garantir que o procedimento seja realizado com a máxima segurança possível.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

👁️ 89 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar