Aumento de doenças respiratórias no inverno exige atenção aos sintomas
Casos de influenza crescem 95% em 2026; sintomas persistentes podem indicar infecções ou deficiências que precisam de diagnóstico
O Brasil enfrenta um aumento significativo nos casos de doenças respiratórias neste início de inverno. Dados recentes indicam que os casos de influenza cresceram 95% em 2026 em relação ao mesmo período de 2025. Além disso, a Fiocruz mantém alerta para o aumento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas regiões do país. Até abril de 2026, o Ministério da Saúde registrou mais de 5,5 mil casos de SRAG por influenza, com 352 mortes relacionadas.
Em cidades como Curitiba, onde as temperaturas baixas já são rotina, sintomas como cansaço excessivo, coriza, dores no corpo e indisposição têm se tornado mais frequentes. Embora muitas pessoas associem esses sinais apenas ao frio, eles podem indicar infecções virais, baixa imunidade, deficiência de vitaminas ou processos inflamatórios que merecem avaliação médica.
Marcos Kozlowski, especialista em bacteriologia do Laboratório de Análises Clínicas (LANAC), explica que o inverno costuma aumentar tanto as doenças respiratórias quanto alterações no sistema imunológico e no metabolismo. “Muitas pessoas relatam fadiga intensa e sintomas respiratórios recorrentes nessa época e acabam tratando isso como algo normal do frio. Mas, dependendo da duração e intensidade, esses sinais podem indicar desde infecções virais até deficiência de vitamina D, anemia ou processos inflamatórios”, afirma.
O especialista destaca que o frio em si não é o principal causador do aumento das doenças respiratórias. O comportamento típico do inverno, com pessoas permanecendo mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, favorece a circulação de vírus como gripe, covid, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR).
Entre os sintomas que merecem atenção estão cansaço persistente, febre recorrente, falta de ar, tosse prolongada, dores musculares frequentes e sensação constante de baixa energia. Kozlowski ressalta que nem todo quadro exige exames, mas quando os sintomas persistem ou impactam a rotina, a investigação laboratorial é fundamental para identificar a causa.
Os exames mais solicitados no inverno incluem hemograma, PCR e outros marcadores inflamatórios, dosagem de vitamina D, glicemia, ferro, ferritina e exames hormonais, além de testes para identificação de vírus respiratórios em alguns casos. Esses exames ajudam a confirmar diagnósticos e a descartar condições mais graves.
Outro ponto importante é evitar a automedicação. “Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes. O exame laboratorial ajuda a direcionar a conduta correta”, alerta Kozlowski.
Além da investigação adequada, hábitos simples como manter boa hidratação, alimentação equilibrada, vacinação em dia e atenção à qualidade do sono são essenciais para fortalecer o organismo durante o inverno. O especialista reforça que o inverno exige um olhar mais atento para a saúde e que investigar precocemente sinais persistentes faz toda a diferença.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



