66% dos jovens temem não conseguir segurança financeira no trabalho futuro
Pesquisa do British Council revela prioridades e desafios dos jovens brasileiros no mercado de trabalho
Um levantamento do British Council com mais de 3 mil jovens brasileiros entre 16 e 35 anos revela que 66% temem não conseguir um trabalho que garanta segurança financeira no futuro. O relatório Next Generation Brasil destaca que a estabilidade financeira é a principal preocupação das novas gerações diante das transformações no mercado de trabalho.
Além do receio com a segurança financeira, 62% dos entrevistados apontam esse fator como essencial para sua felicidade presente e futura. No entanto, 27% relatam dificuldades frequentes para cobrir despesas básicas. Entre os principais problemas enfrentados no ambiente profissional, 66% citam salários abaixo das expectativas e necessidades básicas, enquanto 56% reclamam de jornadas excessivas que prejudicam o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Outros pontos críticos são ambientes de trabalho hostis (31%) e falta de oportunidades de crescimento (29%).
O estudo mostra uma mudança na forma como os jovens planejam suas trajetórias profissionais. A busca por diversificação de renda e autonomia é clara: 70% pretendem abrir o próprio negócio nos próximos cinco anos, e 48% gostariam de empreender no futuro. A independência financeira é a principal motivação para o empreendedorismo, mencionada por 56%, seguida pelo desejo de maior autonomia e flexibilidade (49%).
Os obstáculos para empreender incluem a falta de capital inicial, apontada por 63% dos jovens, lacunas em conhecimentos de gestão e finanças (52%) e burocracia. Esses dados indicam a necessidade de políticas e iniciativas que facilitem o acesso a recursos e capacitação para transformar o interesse em negócios sustentáveis.
O relatório também destaca diferenças sociais e territoriais na inserção no mercado de trabalho. Entre jovens que vivem em favelas, 48% estão em ocupações informais, contra 11% na média geral. Nesse grupo, 62% são os principais responsáveis pela renda familiar e 36% enfrentam dificuldades para fechar o mês. A renda média mensal dos trabalhadores informais é 36% menor que a dos formais, reforçando a importância de inclusão produtiva.
Além disso, a pesquisa aponta que a maioria dos jovens reconhece a necessidade de ambientes de trabalho mais equitativos, especialmente para garantir o acesso das mulheres a cargos de liderança e crescimento profissional. Essa percepção indica uma geração atenta aos desafios estruturais do mercado.
O estudo Next Generation Brasil foi conduzido com metodologia quantitativa e qualitativa, envolvendo grupos focais e entrevistas com jovens de diferentes perfis, buscando uma visão inclusiva sobre educação, trabalho e bem-estar.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



