Vacinas complementares ampliam proteção além do SUS

Imunizantes da rede privada reforçam prevenção contra doenças graves em várias idades

A vacinação no Brasil vai além das doses oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Embora o SUS disponibilize mais de 30 imunizantes ao longo da vida, existem vacinas complementares disponíveis apenas na rede privada que ampliam a proteção contra doenças potencialmente graves. Essas vacinas vêm ganhando espaço entre diferentes faixas etárias e são importantes para reforçar a imunização.

Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, a vacinação complementar não substitui o calendário básico do SUS, mas funciona como uma camada adicional de proteção. “A vacinação oferecida pelo SUS é fundamental e cobre as principais doenças de interesse em saúde pública. As vacinas complementares entram como uma camada adicional de proteção, ampliando a cobertura contra vírus e bactérias que também podem causar complicações importantes”, explica.

Entre as vacinas complementares disponíveis na rede privada estão:
– Meningocócica ACWY e B (ampliadas): protegem contra diferentes tipos de meningite bacteriana, incluindo sorogrupos não totalmente contemplados pelo SUS. Indicadas para crianças, adolescentes e adultos, conforme avaliação individual.
– HPV (ampliada): voltada à prevenção de infecções associadas a vários tipos de câncer, como colo do útero e garganta, essa versão protege contra mais variantes do vírus e é indicada para faixas etárias além das cobertas pelo SUS, incluindo adultos.
– Dengue (Qdenga): indicada para reduzir o risco de formas graves da doença, tem acesso restrito na rede pública e pode ser uma alternativa na rede privada, especialmente em regiões com alta circulação do vírus.
– Pneumocócicas conjugadas ampliadas (ex: 15 ou 20 valente): recomendadas para prevenir pneumonia, meningite e infecções generalizadas, cobrem mais sorotipos que as opções do SUS e são indicadas para crianças, idosos e grupos de risco.

Elisa Lino destaca que a principal diferença dessas vacinas está na abrangência. “Algumas vacinas disponíveis na rede privada protegem contra um número maior de variantes de uma mesma doença. Isso aumenta a chance de proteção ao longo da vida, especialmente em um cenário de circulação de diferentes cepas”, afirma.

Além da ampliação da cobertura, a busca por vacinas complementares reflete uma mudança no comportamento da população em relação à prevenção. “A vacinação deixou de ser vista como algo restrito à infância. Hoje, existe uma compreensão maior de que a proteção precisa acompanhar todas as fases da vida, e isso inclui avaliar, junto a um profissional de saúde, quais imunizantes são indicados em cada momento”, reforça a especialista.

A decisão sobre a vacinação complementar deve ser individualizada, considerando idade, histórico de saúde, estilo de vida e riscos específicos de exposição. “O mais importante é entender que existe uma estratégia completa de proteção. O SUS cumpre um papel essencial, e a vacinação complementar pode ser uma aliada importante para quem busca ampliar essa proteção”, conclui Elisa.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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