Treino em casa cresce no Brasil diante da falta de tempo
Quase metade dos brasileiros é sedentária; treino em casa surge como alternativa prática
O mercado fitness no Brasil está passando por uma transformação impulsionada pela falta de tempo e pela rotina sobrecarregada da população. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 47% dos brasileiros não praticam atividade física regularmente, índice que chega a 84% entre os jovens. O treino em casa surge como uma alternativa prática para incorporar exercícios no dia a dia, especialmente para quem enfrenta dificuldades com deslocamento e organização de horários.
O American College of Sports Medicine (ACSM) incluiu pela primeira vez a academia em casa entre as 20 principais tendências globais do setor fitness, indicando que o comportamento observado no Brasil acompanha uma mudança mundial.
Bruno Homero, CEO da DNVB Brands, grupo responsável pela marca brasileira de equipamentos fitness Born Active, destaca que o problema não é a falta de informação sobre a importância da atividade física, mas sim a falta de tempo real na rotina. Segundo ele, a academia exige um esforço que vai além do treino, envolvendo deslocamento, horário e organização, e quando isso não cabe no dia, o exercício deixa de acontecer.
Além disso, o avanço do trabalho remoto e híbrido tem contribuído para a reorganização do tempo das pessoas. Embora essa flexibilidade não signifique necessariamente mais tempo livre, ela permite uma redistribuição que favorece soluções de treino mais adaptáveis e integradas à rotina diária.
Entre a população com 60 anos ou mais, 55% afirmam manter uma rotina ativa, com destaque para a caminhada, segundo levantamento do Datafolha. Mesmo assim, a busca por praticidade e segurança tende a impulsionar formatos de exercício que não dependem de deslocamento, reforçando o crescimento do home fitness.
A marca Born Active oferece equipamentos compactos e dobráveis, como esteiras e bicicletas, que facilitam a prática de exercícios em casa sem ocupar muito espaço. Essa adaptação do mercado reflete uma mudança estrutural na forma como as pessoas encaram a atividade física, priorizando modelos que exigem menos tempo e esforço operacional para se encaixar na vida real.
Assim, o treino em casa não é apenas uma tendência passageira, mas uma resposta concreta a um problema de saúde pública e um reflexo das transformações na rotina urbana e no mercado de trabalho.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



