Ministério da Saúde amplia tratamentos para dermatite atópica no SUS

Atualização do PCDT inclui novos medicamentos para crianças e adolescentes com dermatite atópica

O Ministério da Saúde publicou em novembro de 2025 a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para dermatite atópica, ampliando as opções de tratamento disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A atualização representa um avanço no cuidado de crianças e adolescentes, grupo mais afetado pela doença.

O novo protocolo inclui o imunobiológico dupilumabe para crianças de 6 meses a 12 anos incompletos com dermatite atópica grave. Para adolescentes com quadros moderados ou graves, foram incorporados os inibidores da Janus quinase (JAK). Além disso, o PCDT passou a contemplar novos tratamentos tópicos, como tacrolimo e furoato de mometasona, e o imunossupressor metotrexato para todas as faixas etárias, incluindo adultos.

Apesar do avanço, especialistas alertam para a morosidade na incorporação desses tratamentos no SUS. O prazo legal para disponibilização dos medicamentos é de até 180 dias após a publicação da aprovação no Diário Oficial. Considerando que a publicação ocorreu em outubro de 2024, já há um atraso de aproximadamente 12 meses. Um estudo da Interfarma mostrou que o tempo médio para inclusão de medicamentos nos protocolos é de 16,5 meses, prolongando a jornada dos pacientes que enfrentam dificuldades no acesso ao cuidado.

A importância do acesso ao tratamento é ilustrada pela história de João, paciente pediátrico diagnosticado ainda na infância. Ele enfrentou sintomas severos, como lesões na pele, coceira intensa e dor, além de dificuldades sociais e familiares. O diagnóstico demorou dois anos, e o acesso ao tratamento, mais três anos. A mãe de João relata que o sofrimento chegou a ser confundido com maus-tratos por vizinhos e que o filho enfrentava isolamento na escola. Hoje, com o uso do dupilumabe, João apresenta melhor qualidade de vida e pode realizar atividades antes impossíveis.

A jornada do paciente com dermatite atópica no SUS é marcada por desafios, como o reconhecimento limitado da doença na atenção primária, demora no encaminhamento para especialistas e dificuldade no acesso aos tratamentos. Esses fatores contribuem para a progressão da doença e impactos psicológicos graves. Estudos indicam que pacientes com dermatite atópica têm risco aumentado de ideação e tentativas de suicídio, entre 36% e 44% maior que a população geral.

A atualização do PCDT é um passo importante para ampliar o acesso a tratamentos eficazes, mas a efetiva incorporação no SUS ainda depende da agilidade dos processos administrativos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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