Ana Carolina Sauwen estreia como vilã em Cansei de Ser Nerd

Atriz aborda maternidade sem romantização e liberdade feminina

Ana Carolina Sauwen, atriz, diretora e dramaturga, estreia no cinema interpretando a vilã Amanda no filme Cansei de Ser Nerd, ao lado de Fernando Caruso. A personagem provoca desconforto e tensão, marcando uma nova fase na carreira da atriz, que busca um humor que surge do estranhamento e não do reconhecimento imediato. “Me interessa esse lugar onde o riso não vem do conforto, mas de algo que desorganiza um pouco”, afirma Ana Carolina. No longa, Amanda é uma figura magnética e deslocada, que fala como se estivesse sempre seduzindo, mas de um jeito estranho e fora de lugar. Essa presença incomum é um desafio para a atriz, que valoriza a complexidade da personagem.

O clima das filmagens foi marcado pela leveza e pelo humor, com Ana Carolina destacando a generosidade e o talento de Fernando Caruso, seu parceiro de cena.

Além do cinema, Ana Carolina Sauwen amplia sua atuação no teatro e nas redes sociais, onde conversa diretamente com mais de 60 mil seguidoras, em sua maioria mulheres. Em seu solo de comédia Da Mama ao Caos, em cartaz no Rio de Janeiro, ela aborda a maternidade sem idealizações, expondo temas como sobrecarga, culpa e a busca por uma perfeição inalcançável. “A maternidade me ensinou a cuidar de mim, por mais contraditório que isso possa parecer. Entendi que meu filho precisa de uma mãe inteira, e não de alguém que esteja só a serviço dele”, explica. Essa visão realista da maternidade reforça a importância da mulher para além do papel materno, valorizando seus desejos e momentos de prazer, mesmo que raros.

Ana Carolina também leva essa reflexão para o ambiente de trabalho em sua palestra Muito além do parabéns, onde discute os mecanismos invisíveis que afetam a trajetória das mulheres, conectando experiências pessoais a questões estruturais.

Com mais de 20 anos de carreira, Ana Carolina Sauwen constrói um percurso coerente entre teatro, audiovisual e fala pública, sempre interessada em explorar as camadas da identidade feminina e o que emerge quando elas começam a aparecer. “Hoje, me sinto mais interessada em explorar do que em definir. Talvez porque a gente seja mais interessante justamente quando não está completamente resolvida”, conclui a atriz.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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