Câncer de ovário: doença silenciosa exige diagnóstico precoce
Estimativa de 7.300 novos casos anuais no Brasil; mais comum após os 50 anos
No Dia Mundial do Câncer de Ovário, celebrado em 8 de maio, o alerta é para uma doença que avança silenciosamente e exige atenção especial para o diagnóstico precoce. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a estimativa é de 7.300 novos casos anuais no Brasil entre 2026 e 2028. O câncer de ovário é o segundo tipo de tumor ginecológico mais frequente no país, ficando atrás apenas do câncer do colo do útero, e o oitavo mais comum entre as mulheres no mundo.
A doença é mais comum em mulheres acima dos 50 anos e apresenta um grande desafio: nos estágios iniciais, costuma ser assintomática ou apresentar sintomas muito discretos, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais que podem surgir estão inchaço e dores no abdômen, desconforto pélvico, náuseas, alterações no funcionamento intestinal, fadiga, perda de peso e sangramentos vaginais anormais, especialmente após a menopausa.
A oncologista Marcela Bonalumi, da Oncoclínicas, explica que o câncer de ovário pode ser classificado em cerca de 30 tipos, divididos conforme a célula de origem. Cerca de 95% dos casos derivam das células epiteliais que revestem o ovário, enquanto os demais surgem das células germinativas (que formam os óvulos) ou das células estromais (que produzem hormônios femininos). Os principais grupos são: carcinoma epitelial, carcinoma de células germinativas e carcinoma de células estromais.
Os fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, tabagismo, endometriose, idade acima de 50 anos, histórico familiar, mutações genéticas nos genes BRCA1 e BRCA2, além de fatores hormonais e reprodutivos, como menarca precoce, menopausa tardia e ausência de filhos. Estudos indicam que o uso de pílulas anticoncepcionais pode reduzir o risco da doença em até 33%, possivelmente por diminuir o número de ovulações ao longo da vida.
Não existe exame específico para detectar o câncer de ovário, como o Papanicolau para o câncer do colo do útero ou a mamografia para o câncer de mama. Por isso, a oncologista reforça a importância de procurar atendimento médico ao notar sintomas persistentes, para que sejam realizados exames clínicos, laboratoriais e de imagem, além de avaliação cirúrgica quando necessário.
O tratamento depende do tipo e estágio do câncer, bem como dos desejos da paciente em relação à fertilidade. A cirurgia é o principal método, podendo envolver a retirada de um ou ambos os ovários, e a quimioterapia pode ser aplicada antes ou depois da cirurgia. A abordagem deve ser personalizada, considerando aspectos físicos e emocionais para preservar a qualidade de vida da mulher.
O câncer de ovário é o tumor ginecológico com maior índice de mortalidade no mundo, mas o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura. Por isso, a conscientização e o acompanhamento médico são fundamentais para a saúde feminina.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



