Casa Hunter lança terceira temporada da série documental ‘Viver é Raro’
Série apresenta sete novas histórias de pessoas com doenças raras, destacando resiliência e desafios no Brasil
A Casa Hunter, associação brasileira dedicada a pacientes com doenças raras e seus cuidadores, lançou a terceira temporada da série documental “Viver é Raro” em 29 de abril. A produção, realizada em parceria com a Cine Group e a Vbrand, apresenta sete novas histórias de protagonistas que enfrentam os desafios de conviver com doenças raras, destacando temas como diagnóstico, tratamento, aceitação e resiliência humana.
Disponível gratuitamente para não assinantes no Globoplay, com legendas em inglês e espanhol, a série tem como objetivo dar visibilidade às trajetórias de pessoas que vivem com essas condições. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com alguma das aproximadamente 7 mil doenças raras catalogadas, sendo mais de 70% delas de origem genética.
Após duas temporadas que abordaram a complexa jornada diagnóstica e o acesso a tratamentos especializados, a terceira temporada reforça o compromisso de quebrar tabus e ampliar o debate sobre as chamadas “doenças negligenciadas”. Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da FEBRARARAS, destaca que o projeto é pioneiro ao ter três temporadas focadas em pacientes, liderado por uma instituição dedicada à causa.
Fernanda Menegotto, diretora-executiva da série, ressalta o desafio de criar um modelo sustentável para o projeto, que alia narrativa, distribuição e parcerias para garantir continuidade e impacto social. Ela afirma que a continuidade da série reforça que o tema é inesgotável e exige escuta, consistência e compromisso no longo prazo.
Entre as histórias apresentadas, está a de Karyn Cerqueira, que convive com Lipodistrofia Congênita Generalizada e utiliza o Jiu-Jitsu para transformar o bullying em autoestima, mesmo enfrentando comorbidades severas como cirrose e diabetes. Outra protagonista é Giovanna Boscolo, atleta paralímpica que superou a Ataxia de Friedreich para conquistar o bronze em Paris 2024, usando sua formação em Biomedicina para compreender sua condição.
A série também acompanha Ana Eliza, diagnosticada precocemente com Amiloidose Hereditária por Transtirretina; José Granado, aposentado que enfrenta Mieloma Múltiplo e mantém uma rotina intensa de exercícios, incluindo viagens de bicicleta de longa distância; Luiz Fernandez, que se reinventou para apoiar o filho com Doença de Tay-Sachs, tornando-se presidente da única fundação dedicada à doença na Argentina; Bernardo Botton, criança com Síndrome de Dravet cujos pais criaram uma história em quadrinhos e fundaram grupos de apoio; e Raissa Ferro, professora e mãe solo com Glomerulopatia por C3 que encontrou na poesia uma forma de equilibrar maternidade e vulnerabilidade.
Com 21 episódios ao todo, “Viver é Raro” segue ampliando a voz e a visibilidade da causa das doenças raras no Brasil e no mundo, contando com o apoio de diversas instituições e farmacêuticas. A série está disponível para o público no Globoplay, reforçando a importância do diagnóstico precoce, do acesso a tratamentos adequados e do reconhecimento da resiliência dessas pessoas.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



