Estudo revela 27 milhões de brasileiros com enxaqueca sem diagnóstico médico
Pesquisa inédita aponta predominância feminina e impacto da enxaqueca na vida pessoal e profissional
Um estudo inédito realizado no Brasil revelou que cerca de 27 milhões de brasileiros podem conviver com enxaqueca sem diagnóstico médico formal. A pesquisa, conduzida pela farmacêutica Teva Brasil em parceria com a Associação Brasileira de Cefaleia em Salvas e Enxaqueca (ABRACES), aponta que para cada pessoa diagnosticada com a doença, há 1,2 brasileiros que sofrem com dores intensas de cabeça sem acompanhamento adequado. Atualmente, o país conta com 23 milhões de pessoas diagnosticadas com enxaqueca, uma doença crônica que exige tratamento contínuo e acompanhamento neurológico. No entanto, a falta de diagnóstico e o uso de medicamentos sem prescrição são comuns, com 64% dos pacientes afirmando se automedicar para controlar as crises.
Entre os brasileiros que apresentam sintomas, mas não têm diagnóstico, 63% são mulheres, enquanto os homens representam 37%, um aumento proporcional em relação ao grupo diagnosticado, onde os homens são 25%. A pesquisa destaca que 56% dos não diagnosticados têm até 39 anos. A enxaqueca afeta mais as mulheres, em grande parte devido às variações hormonais durante a vida fértil, que influenciam a frequência e intensidade das crises. A maioria dos não diagnosticados pertence às classes sociais C, D e E, com 35% recebendo até um salário mínimo e 29% até dois salários mínimos. A falta de diagnóstico é mais acentuada no Nordeste, onde 35% das pessoas com sintomas não têm confirmação clínica, indicando dificuldades no acesso a serviços de saúde e especialistas.
A enxaqueca causa impacto significativo na rotina dos pacientes. Cerca de 35% dos diagnosticados relatam sentir “a pior dor que podem imaginar”, com crises que duram em média 15 horas e intensidade média de 5,9 em uma escala de zero a dez. Mais de 60% percebem queda frequente na produtividade no trabalho ou nos estudos, e quase todos afirmam que a doença interfere em suas atividades profissionais e acadêmicas. Mulheres e pessoas entre 50 e 55 anos sentem mais a queda na produtividade doméstica, enquanto homens entre 30 e 39 anos percebem maior impacto no trabalho. A doença também provoca isolamento social e sensação de incompreensão, agravando o sofrimento dos pacientes.
O estudo evidencia barreiras socioeconômicas e estigmas associados à enxaqueca, especialmente entre populações negras, com menor escolaridade e renda. A falta de diagnóstico e tratamento adequado reforça a necessidade de ampliar o acesso a serviços de saúde, capacitar profissionais e fortalecer políticas públicas. Especialistas destacam a importância de programas de conscientização para reduzir o preconceito e informar sobre tratamentos preventivos, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com essa condição incapacitante. A pesquisa reforça que a enxaqueca deve ser reconhecida como uma doença complexa, que vai além de uma simples dor de cabeça, e que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para minimizar seus impactos.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



