Como presentear no Dia das Mães sem estourar o orçamento
Consumidores buscam planejamento, descontos e presentes com significado para celebrar a data sem comprometer as finanças
Com o Dia das Mães se aproximando, o comportamento dos consumidores brasileiros apresenta uma mudança significativa: menos compras por impulso e mais planejamento financeiro. Segundo levantamento da PiniOn com 1.000 pessoas, a intenção de presentear subiu para 75% em 2026, mas a escolha dos presentes está mais consciente, focada em custo-benefício e significado.
A educadora financeira Thaisa Durso, da Rico, destaca que a data, antes marcada por correria, agora é um exercício de planejamento para evitar comprometer o orçamento. Entre os critérios de compra, promoções e descontos são decisivos para 42% das pessoas. Além disso, a pesquisa mostra que 38% pretendem comprar tanto em lojas físicas quanto online, enquanto a preferência exclusiva por lojas físicas caiu para 36%.
Outro aspecto importante é a escuta ativa: 56% afirmam que a mãe ou homenageada já indicou o que gostaria de ganhar. Isso reforça a tendência de presentes mais úteis e intencionais, que carregam significado real para quem recebe.
Experiências também ganham destaque. Passeios e momentos em família, como almoços, cresceram de 10% para 16% como forma de comemoração, superando a compra de produtos. Para muitas mães, o que importa são os momentos de qualidade, e presentear com experiências valoriza esse aspecto.
Além disso, a tecnologia tem sido aliada para um consumo mais consciente. Ferramentas como cashback e investback permitem que parte do valor gasto retorne como investimento. Presentes financeiros, conectados a objetivos de médio e longo prazo, também ganham espaço. A pesquisa revela que 22% das mães gostariam de ganhar uma viagem, mas apenas 2% dos filhos planejam esse presente, mostrando um descompasso entre desejos e ofertas.
A Rico exemplifica o potencial de um presente financeiro com uma simulação: investindo R$ 300 no primeiro mês e aportando valores até totalizar R$ 2.600 em dois anos, o saldo final pode chegar a quase R$ 3 mil, considerando a rentabilidade da Selic atual de 14,50% ao ano.
Quanto à forma de pagamento, o ideal é optar pelo pagamento à vista, especialmente quando há descontos. O cartão de crédito pode ser útil se usado com disciplina, aproveitando recompensas e evitando o crédito rotativo. Thaisa reforça que o cartão deve ser uma ferramenta de organização financeira, não um complemento de renda.
Para celebrar o Dia das Mães sem comprometer o orçamento, a educadora financeira recomenda: priorizar a utilidade do presente, antecipar compras, usar tecnologia para economizar, ter consciência na forma de pagamento, apostar em experiências compartilhadas e considerar presentes que incentivem sonhos e investimentos.
Apesar das mudanças no consumo, o afeto permanece no centro da data. Celebrar com responsabilidade financeira permite demonstrar carinho sem prejudicar as finanças pessoais, refletindo uma tendência de menos impulso e mais intenção nas escolhas para o Dia das Mães em 2026.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



