Sinusite odontogênica: causas, sintomas e riscos para a saúde
Sinusite odontogênica representa até 12% dos casos e exige diagnóstico preciso
A sinusite odontogênica corresponde a 10 a 12% dos casos de sinusite, conforme revisão publicada no Brazilian Journal of Implantology and Health Science. Trata-se de uma infecção do seio maxilar causada por origem dental, geralmente relacionada a dentes posteriores superiores, como pré-molares e molares.
Segundo o Dr. José Roberto Barone, membro da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), a sinusite odontogênica pode ocorrer devido a infecções periapicais, periodontais, procedimentos com implantes dentais que perfurem a membrana do seio maxilar, extrações dentárias que causem comunicação buco-sinusal, ou cirurgias pré-implantes como o levantamento do seio maxilar.
A principal diferença entre a sinusite comum e a odontogênica está na origem da infecção: a comum é viral, alérgica ou bacteriana das vias aéreas superiores, enquanto a odontogênica tem foco dental. A sinusite comum geralmente se resolve com antibioticoterapia prescrita por otorrinolaringologistas, já a odontogênica exige tratamento da causa dental e do seio maxilar, preferencialmente por especialistas em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.
O diagnóstico da sinusite odontogênica envolve avaliação clínica dos dentes próximos ao seio maxilar, observação de dores locais e análise dos tecidos de suporte dentário para identificar processos inflamatórios perirradiculares. Exames complementares de imagem, como radiografias panorâmicas, periapicais e tomografia computadorizada, são essenciais para visualizar a relação entre as raízes dentárias e o seio maxilar.
Os cuidados são importantes, pois a sinusite odontogênica pode levar a complicações graves, como abscessos, disseminação da infecção para espaços aéreos ou fáscias musculares, migração da infecção para vias ascendentes, abscesso cerebral e trombose do seio cavernoso. Em casos severos, a infecção pode evoluir para sepse, condição potencialmente fatal.
Apesar dos riscos, o tratamento apresenta alto índice de sucesso, mesmo quando complexo e prolongado, incluindo antibioticoterapia, remoção da causa dental, exodontia, tratamento endodôntico e acompanhamento rigoroso com profissionais da odontologia.
O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) atua na fiscalização e supervisão ética da odontologia para garantir o diagnóstico e tratamento adequados, protegendo a saúde dos pacientes.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



