85% dos colaboradores enfrentam desafios emocionais no trabalho

Estresse e burnout impactam produtividade e bem-estar no ambiente corporativo

Um dado recente revela que 85% dos colaboradores enfrentam desafios emocionais no dia a dia de trabalho, evidenciando o impacto crescente do estresse e do burnout nas organizações. Esse cenário reforça a urgência de discutir quem é responsável pelo desenvolvimento humano no ambiente corporativo: o indivíduo, a empresa ou ambos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% dos adultos em idade produtiva vivem com algum transtorno mental. Além disso, a depressão e a ansiedade causam uma perda estimada de US$ 1 trilhão por ano em produtividade global. Um levantamento da Gallup aponta que apenas 23% dos profissionais se sentem engajados no trabalho, um indicador diretamente ligado ao bem-estar emocional.

Luciana Ribeiro, CEO da Zetha Group, destaca que a responsabilidade começa pelo indivíduo, que deve assumir o compromisso com seu próprio desenvolvimento e equilíbrio emocional. No entanto, ela ressalta que esse esforço não se sustenta sozinho. “Grande parte das pessoas não tem acesso, tempo ou direcionamento para investir em autoconhecimento e equilíbrio emocional. Mesmo quando existe essa busca, ela acontece de forma isolada, sem apoio do ambiente. E isso faz toda a diferença.”

O relatório “State of the Global Workplace”, da Gallup, indica que cerca de 44% dos trabalhadores globalmente relatam altos níveis de estresse. No Brasil, o burnout já é reconhecido como fenômeno ocupacional pela OMS, reforçando a conexão direta entre trabalho e saúde mental.

Nesse contexto, o papel das empresas é fundamental. Luciana Ribeiro afirma que o desenvolvimento humano não pode ser tratado como uma iniciativa individual. “Ambientes sobrecarregados e culturas tóxicas anulam qualquer esforço pessoal. O indivíduo inicia o processo, mas é o ambiente que sustenta.”

Organizações que ignoram essa realidade tendem a sofrer impactos negativos na produtividade, engajamento e retenção de talentos. Por outro lado, empresas que investem em cultura organizacional, bem-estar e conexão entre colaboradores constroem equipes mais saudáveis e alcançam resultados mais consistentes.

Esse movimento já é percebido em lideranças que adotam uma gestão mais humana e alinhada aos desafios contemporâneos. “Quando indivíduo e organização caminham juntos, o ganho é coletivo. Esse deveria ser o padrão — ainda que, na prática, não seja a realidade da maioria das empresas hoje”, conclui Luciana Ribeiro.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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