Micropigmentação paramédica ajuda mulheres a recuperar autoestima pós-câncer

Técnica desenvolvida por especialista brasileira promove reconstrução realista da aréola mamária

No Brasil, milhares de mulheres que passaram por cirurgias oncológicas enfrentam dificuldades para recuperar a autoestima devido à falta de acesso a procedimentos complementares que auxiliam na reconstrução da imagem corporal. A micropigmentação paramédica utiliza pigmentos aplicados na pele para reconstruir características como aréolas mamárias, sobrancelhas e lábios, mas ainda não está incorporada de forma estruturada na rede pública de saúde.

A especialista brasileira Flávia Souza, 42 anos, tem se destacado internacionalmente ao desenvolver o método Aréola Thera, que reproduz com realismo tridimensional a anatomia da aréola. Formada na área da saúde, Flávia redirecionou sua carreira após um grave acidente que a deixou acamada por um ano, motivando-a a focar no cuidado emocional de pacientes que passaram por traumas e tratamentos médicos. Em 2025, ela conquistou o título de campeã mundial na técnica de micropigmentação paramédica.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, e mais de 40% dos brasileiros adultos convivem com doenças crônicas, conforme a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE. Apesar disso, o acesso a procedimentos que promovem a reconstrução da imagem corporal permanece restrito à rede privada ou iniciativas pontuais, gerando filas e desigualdades regionais.

Pacientes relatam o impacto emocional da ausência desse tipo de cuidado. Maria Luisa Marques, 53 anos, advogada, conta que após uma cirurgia se sentia deformada e evitava o espelho até realizar a micropigmentação. “Hoje eu me sinto mulher novamente. Fiz as pazes com o espelho. Eu me vejo inteira”, afirma. Marilei Ribeiro do Vale Montagnoli, 51 anos, que passou por tratamento de câncer de mama, destaca que a reconstrução da aréola devolveu sua identidade como mulher.

O Projeto de Lei n.º 892/2023, de autoria da Deputada Silvia Waiãpi, propõe a inclusão da dermopigmentação funcional como serviço oficial do SUS, buscando ampliar o acesso e reduzir o impacto emocional pós-tratamento.

Flávia Souza ressalta que o procedimento vai além da estética: “Não se trata apenas de aparência. É devolver identidade e qualidade de vida para pessoas que passaram por esses processos”. A micropigmentação paramédica representa uma evolução no cuidado pós-câncer e outras condições que afetam a imagem corporal, promovendo a humanização do atendimento e o resgate da autoestima feminina no Brasil.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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