Cárie na primeira infância afeta mais da metade das crianças brasileiras
Mais de 50% das crianças até 5 anos têm cáries, destacando a importância da higiene bucal precoce
Mais da metade das crianças brasileiras até os cinco anos de idade apresentam cáries, uma das doenças crônicas mais comuns na infância, apesar de ser amplamente prevenível. Um estudo publicado na Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences revela que 41% das crianças convivem com cáries não tratadas, e cerca de 30% já apresentam a doença entre um ano e meio e três anos.
Os principais fatores associados à cárie precoce incluem má higiene bucal, consumo frequente de açúcar, amamentação noturna prolongada sem limpeza adequada, uso da mamadeira como chupeta e falta de acompanhamento odontológico regular. Além do desconforto e da dor, a cárie pode causar infecções, perda da estrutura dentária e prejudicar o crescimento e desenvolvimento infantil.
Nos estágios iniciais, o tratamento pode envolver aplicação de flúor, mas em casos mais avançados pode ser necessária restauração ou até extração dentária.
A odontopediatra Amanda Beckhauser destaca que a prevenção enfrenta desafios na rotina familiar, como a dificuldade de manter uma escovação consistente e a influência dos avós na dieta das crianças, que muitas vezes inclui alimentos cariogênicos. Amanda também alerta para a ausência de estímulo ao cuidado diário e para escolhas feitas com a intenção de seguir uma criação mais natural, como o uso de pastas sem flúor, que podem aumentar o risco de cáries. Ela ressalta que cada família precisa de orientações específicas para garantir a saúde bucal dos pequenos.
A psicóloga infantil Camila Canguçu reforça que o aprendizado da escovação acontece por meio do exemplo e da repetição. Para reduzir a resistência das crianças, ela recomenda transformar a escovação em um momento divertido, com músicas, brincadeiras e pequenas escolhas que envolvam a criança. Criar uma rotina previsível, escovar junto com a criança e usar instruções simples são estratégias eficazes.
Camila lembra que a coordenação motora das crianças ainda está em desenvolvimento, o que exige a participação ativa do adulto para finalizar a escovação. Ela também sugere o uso de pequenas quantidades de pasta de dente para evitar desconforto e o apoio de vídeos, livrinhos e personagens infantis para tornar o hábito mais leve e interessante.
Com informação adequada, acompanhamento profissional e uma rotina mais leve, a prevenção da cárie na primeira infância se torna mais possível e eficaz, contribuindo para a formação de adultos conscientes sobre a própria saúde bucal.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



