Apenas 11,3% das empresas têm programas estruturados de saúde mental

Pesquisa revela que a maioria atua de forma fragmentada e reativa em saúde mental corporativa

Um levantamento apresentado na segunda edição do HR First Class, fórum dedicado a temas relevantes para Recursos Humanos, revelou que apenas 11,3% das empresas brasileiras possuem programas estruturados de saúde mental. Essas organizações contam com iniciativas integradas, mensuração de resultados e governança consistente, capazes de gerar impacto real no negócio.

Apesar do avanço do tema na agenda corporativa, a maioria das empresas ainda atua de forma fragmentada. Segundo a pesquisa, 50,9% das organizações implementaram iniciativas relevantes, porém desconectadas entre si. Além disso, 30,2% concentram esforços em poucas frentes, enquanto 28,3% respondem a demandas emergenciais, com ações pontuais e reativas.

Esse cenário evidencia uma transição: as empresas saíram da inércia, mas enfrentam dificuldades para consolidar uma gestão eficiente da saúde mental. A ausência de integração, indicadores claros e protagonismo das lideranças limita o potencial dessas ações, impedindo que avancem de iniciativas isoladas para um modelo estratégico capaz de gerar ganhos concretos em produtividade, cultura e sustentabilidade.

A pesquisa também aponta que 15,1% das empresas ainda dependem de ações pontuais, geralmente associadas a campanhas isoladas, enquanto apenas 20,8% adotam uma abordagem mais completa e integrada.

A falta de um sistema estruturado para saúde mental é o principal gargalo, segundo o idealizador do HR First Class, Marcos Scaldelai, que afirma: “não falta ação, falta sistema. Enquanto saúde mental não for tratada com indicadores, metas e governança, ela continuará sendo periférica dentro das empresas”.

A mensuração dos resultados é outro desafio. Apenas 9,4% das empresas conseguem comprovar ganhos consistentes superiores a 20% em indicadores como produtividade e absenteísmo. A maior parte ainda se baseia em resultados iniciais (32,1%) ou percepções qualitativas sem base estruturada (20,8%). Essa falta de dados consolidados faz com que a saúde mental seja considerada apenas pontualmente na tomada de decisões estratégicas por 43,4% das organizações.

Outro ponto crítico é o papel das lideranças. Apenas 22,6% das empresas atribuem protagonismo aos líderes na agenda de saúde mental, enquanto a maioria apresenta atuação intermediária (30,2%) ou limitada (30,2%). A liderança é vista como o elo que falta para dar escala e consistência às iniciativas, transformando saúde mental em uma agenda de gestão e não apenas um programa isolado de Recursos Humanos.

Entre os principais entraves para a maturidade da agenda estão o baixo preparo das lideranças (30,2%), a ausência de métricas claras (26,4%) e restrições orçamentárias (26,4%). O desafio atual é evoluir da dispersão para a integração, conectando melhor as iniciativas para gerar vantagem competitiva em performance, cultura e sustentabilidade.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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