Estagnação das agendas de DE&I no mercado de trabalho brasileiro
No Dia do Trabalhador, FESA Group destaca falta de avanços em diversidade e desigualdade salarial
No Dia do Trabalhador, 1º de maio, a FESA Group, empresa brasileira especializada em Recursos Humanos, alerta para a estagnação das agendas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) no mercado corporativo brasileiro. Segundo análise do vice-presidente Jaime Almeida, apesar da presença de diversidade na base operacional, a representatividade desaparece nos níveis mais altos das organizações, mantendo grupos minorizados e mulheres distantes das posições estratégicas.
De acordo com o Relatório de Transparência Salarial de 2026, mulheres recebem em média 21,3% menos que homens em empresas com 100 ou mais funcionários, evidenciando um gap salarial persistente mesmo após a implementação da lei de equidade salarial em 2023.
Almeida destaca o fenômeno conhecido como “vazamento de pipeline”, em que profissionais diversos são contratados em programas de estágio e trainee, mas raramente alcançam cargos de diretoria ou conselho. Grupos como mulheres negras, pessoas com deficiência, profissionais com mais de 50 anos e pessoas trans continuam sub-representados nas etapas finais dos processos decisórios.
Essa exclusão é agravada por um ambiente corporativo marcado por assédio moral e sexual. Pesquisa recente da FESA Group com 595 mulheres revelou que 79% delas já presenciaram ou foram vítimas dessas situações no trabalho.
O vice-presidente da FESA Group ressalta que o assédio, as microagressões e a falta de segurança psicológica são fatores que levam muitos talentos diversos a se desligarem das empresas para preservar a saúde, enquanto os agressores permanecem impunes.
Ele também aponta três perfis de empresas em relação às iniciativas de DE&I: aquelas que abandonaram o tema, as que mantêm ações pontuais e um pequeno grupo que preserva a agenda como estratégia central.
Além disso, Almeida destaca a importância da NR-1, norma que redefine o papel da liderança, exigindo que os gestores assumam a responsabilidade psicossocial das equipes, prevenindo assédio e sobrecarga.
Para ele, a evolução em DE&I depende de uma mudança cultural profunda, em que o tema deixe de ser apenas um evento no calendário para se tornar um critério real na definição de quem cresce e permanece no poder.
A FESA Group atua há 30 anos no apoio a organizações em gestão de pessoas, com foco em transformação cultural e desenvolvimento de lideranças, reforçando seu compromisso com uma sociedade mais inclusiva e sustentável.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



