Cresce o congelamento de óvulos entre mulheres brasileiras jovens

Número de procedimentos dobrou entre 2020 e 2023, refletindo o adiamento da maternidade no Brasil

O congelamento de óvulos tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre mulheres brasileiras jovens que desejam adiar a maternidade para focar em outras prioridades pessoais e profissionais. Segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número de procedimentos de criopreservação de óvulos quase dobrou entre 2020 e 2023, passando de 2.193 para 4.340 ciclos realizados no país.

Essa tendência acompanha o aumento da idade média das mulheres ao terem filhos, que subiu de 26 anos em 2000 para 28 anos em 2022, conforme dados do IBGE. Além disso, o número de nascimentos por mães entre 35 e 39 anos também cresceu nas últimas duas décadas, período em que a fertilidade feminina começa a declinar significativamente.

A diminuição da fertilidade está relacionada à redução da reserva ovariana, que é a quantidade de folículos nos ovários capazes de gerar óvulos maduros. “Nascemos com um estoque fixo de folículos, que diminui ao longo da vida e não é reposto. A perda se acelera após os 35 anos e torna a gestação mais desafiadora”, explica a Dra. Cláudia Navarro, diretora da Clínica Life Search de Medicina Reprodutiva.

A probabilidade de engravidar naturalmente em um ano cai de 86% aos 25 anos para 55% aos 35 anos, e chega a apenas 6% aos 45 anos. Paralelamente, o risco de infertilidade aumenta de 10% aos 35 anos para 55% aos 45 anos.

Por isso, especialistas recomendam que o congelamento de óvulos seja realizado preferencialmente até os 34 anos, quando a qualidade e quantidade dos óvulos ainda são mais favoráveis. O procedimento oferece uma segurança maior para mulheres que desejam preservar sua fertilidade e planejar a maternidade no momento que julgarem ideal, sem abrir mão de conquistas pessoais e profissionais.

No entanto, é importante destacar que o congelamento não garante a gravidez futura, mas aumenta as chances de sucesso.

O filme “O Diabo Veste Prada II” trouxe à tona essa realidade ao mostrar a personagem Andy Sachs, interpretada por Anne Hathaway, que opta pelo congelamento de óvulos para preservar suas possibilidades reprodutivas. Essa representação reflete um comportamento crescente entre mulheres brasileiras que buscam equilibrar carreira, vida pessoal e maternidade.

Diante desse cenário, a consulta com especialistas em reprodução assistida é fundamental para avaliar a reserva ovariana e orientar sobre o momento ideal para o congelamento, garantindo assim melhores resultados e maior segurança para o futuro reprodutivo feminino.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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