70% das mulheres chegam ao trabalho com sentimentos negativos

Pesquisa aponta sobrecarga emocional e dupla jornada entre mulheres brasileiras

No Dia do Trabalho, dados de duas pesquisas independentes revelam que 70% das mulheres brasileiras chegam ao trabalho sentindo ansiedade, angústia ou falta de disposição na maior parte dos dias, índice 19 pontos percentuais maior que o dos homens, que apresentam 51% de sentimentos negativos. Entre mulheres da Geração Z, o percentual chega a 72%.

O Check-up de Bem-estar 2025, realizado pela Vidalink com 11.600 profissionais de 250 empresas brasileiras, destaca que as mulheres enfrentam sobrecarga emocional significativa, agravada pela dupla jornada: 38% acumulam trabalho e responsabilidades domésticas, contra 24% dos homens. Entre mulheres pretas e pardas da Geração Z, a dupla jornada atinge 26%, contra 19% dos homens da mesma faixa etária.

Além disso, as mulheres recorrem mais à terapia e ao uso de medicamentos para cuidar da saúde mental, enquanto os homens lideram na categoria “não faço nada”. O consumo de medicamentos para saúde mental aumentou entre as gerações Z, Millennials e X em comparação a 2024, indicando que o adoecimento emocional não é episódico.

A insatisfação com o bem-estar geral também é maior entre as mulheres: 29% se declaram insatisfeitas, contra 15% dos homens. Esses dados são corroborados pelo Mapa da Felicidade Real no Brasil 2026, pesquisa nacional que mostra que, apesar de 89% dos brasileiros se declararem felizes, 46% sentiram preocupação frequente e 33% apontam a ansiedade como emoção predominante no cotidiano.

O estudo revela ainda que 45% dos trabalhadores brasileiros seguem a escala 6×1, que compromete o convívio familiar e o tempo livre, fatores essenciais para o bem-estar.

A partir de maio, a Norma Regulamentadora NR-1 exigirá que as empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos psicossociais no ambiente de trabalho, incluindo sobrecarga, ritmo excessivo e falta de autonomia. Para Luis Gonzalez, CEO da Vidalink, a norma representa uma oportunidade para as empresas reconhecerem que o problema do bem-estar feminino é estrutural e exige ações efetivas, não apenas iniciativas de diversidade.

Esses dados evidenciam a necessidade de políticas corporativas que promovam o equilíbrio emocional e a qualidade de vida das mulheres no trabalho, considerando suas múltiplas responsabilidades e desafios diários.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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