Dia da Sogra: Até onde pedir conselhos e o que evitar ao falar com o parceiro
Especialista explica como equilibrar limites, respeito e diálogo na relação com a família do parceiro
Comemorada em 28 de abril, o Dia da Sogra costuma despertar sentimentos diversos: carinho, gratidão, tensão e, em alguns casos, até conflitos silenciosos. Nesse contexto, surge uma dúvida comum entre casais: até que ponto é saudável pedir conselhos à sogra e o que deve ser evitado ao abordar o assunto com o parceiro?
De acordo com o especialista em relacionamentos e médium Henri Fesa, a convivência com a família do outro exige equilíbrio entre proximidade e limites. Pedir conselhos pode ser positivo, desde que não ultrapasse a autonomia do casal.
“Buscar a opinião da sogra em situações pontuais pode fortalecer vínculos e demonstrar respeito. O problema começa quando essa interferência passa a influenciar decisões íntimas do casal ou gera comparações e cobranças”, explica o especialista.
Recorrer à experiência da sogra pode ser útil em contextos práticos, como organização da casa, cuidados familiares ou momentos de adaptação no início do relacionamento. Nessas situações, o diálogo tende a ser mais leve e construtivo.
Por outro lado, questões mais sensíveis como conflitos do casal, finanças ou decisões importantes devem ser resolvidas prioritariamente entre os parceiros. A forma como o tema é abordado dentro do relacionamento faz toda a diferença.
Comentários impulsivos ou críticas diretas podem gerar desconforto e até conflitos maiores. O especialista Henri Fesa destaca pontos de atenção:
– Evitar comparações entre a sogra e o próprio parceiro: colocar o parceiro em comparação com a mãe pode gerar defensividade e afetar a relação, trazendo uma carga emocional desnecessária para a conversa;
– Não transformar pequenas situações em críticas constantes: repetir incômodos pontuais pode desgastar o relacionamento e dar a impressão de um problema maior do que realmente é;
– Fugir de generalizações ou rótulos negativos: termos como “sempre” ou “nunca” ampliam o conflito e dificultam um diálogo mais racional e construtivo;
– Cuidar do tom ao relatar incômodos: a forma como algo é dito influencia diretamente na reação do outro, por isso é importante escolher momentos adequados e priorizar uma abordagem mais calma e respeitosa.
“É importante lembrar que, para o parceiro, a sogra é uma figura afetiva importante. Por isso, qualquer crítica pode ser interpretada como um ataque pessoal”, destaca o especialista.
Para manter uma convivência saudável, o casal deve estabelecer limites claros e alinhados, definindo o que pode ou não ser compartilhado com a família e como lidar com possíveis interferências. O diálogo aberto, sem acusações, é essencial para evitar desgastes e fortalecer a parceria.
Mais do que evitar conflitos, construir uma relação respeitosa com a sogra contribui para um ambiente familiar mais leve. O equilíbrio entre acolher a experiência e preservar a individualidade do casal é o que sustenta relações mais saudáveis.



